O desempenho abaixo do esperado de Carlos Sainz nas duas primeiras etapas da temporada 2025 da Fórmula 1 pode ter explicação no carro da Williams do ano passado. Ao contrário do chassi usado na pré-temporada, o madrilenho começou o ano com o que passou por reconstruções depois de sofrer vários acidentes na reta final do campeonato de 2024.

A informação foi divulgada pelo jornalista espanhol Carlos Miquel durante o programa de rádio El Partidazo de COPE. Segundo o profissional, a decisão de ainda não ter os dois pilotos com o chassi de 2025 foi por conta do teto orçamentário. A Williams, no entanto, trabalha para dar a Sainz a versão atualizada o quanto antes.

De fato, o desempenho de Sainz caiu bastante dos testes coletivos realizados no Bahrein, no fim de fevereiro, para o GP da Austrália, que abriu a temporada 2025 da F1. Embora tenha classificado o carro no top-10, bateu no início da corrida em Melbourne. Na ocasião, a Williams atribuiu o acidente à “falta de familiaridade de Sainz com o carro”.

Na China, Carlos enfrentou mais problemas com a adaptação e só conseguiu pontuar porque três carros à sua frente — Charles Leclerc, Lewis Hamilton e Pierre Gasly — foram desclassificados.

Carlos Sainz sofreu com falta de ritmo na China (Foto: AFP)

“É uma das variações de desempenho mais estranhas que já tive em minha carreira, deixando de ser super-rápido e natural no Bahrein e em Abu Dhabi, até mesmo no início na Austrália. De repente, o ritmo está se afastando de mim”, disse Sainz logo depois do GP da China.

Albon, por sua vez, está com o chassi usado nos testes do Bahrein, de acordo com Miquel. Na Austrália, ele terminou numa excelente quinta posição e foi sétimo com as exclusões dos pilotos da Ferrari. É, portanto, o responsável por 16 dos 17 pontos que a Williams anotou nas duas primeiras etapas.

Fórmula 1 volta de 4 a 6 de abril em Suzuka, palco do GP do Japão, terceira etapa da temporada 2025.

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