A Peugeot ainda tenta se firmar como equipe competitiva no Mundial de Endurance (WEC) e chega a Interlagos com boas expectativas. O motivo para isso é o desconhecido, já que nenhuma equipe tem certeza de como hipercarros vão performar dentro da pista, já que as 6 Horas de São Paulo voltam a acontecer depois de 10 anos. Em entrevista exclusiva ao GRANDE PRÊMIO, Jean-Éric Vergne, piloto da equipe francesa, vê uma brecha para incomodar os ponteiros na temporada.

“Acho que é uma boa para nós. Ninguém testou aqui. Foi há muito tempo, não com esses carros. Talvez seja uma oportunidade para ficar próximo do topo, mas os times de ponta testam nas pistas e estão mais avançados do que nós em questão de acertos. Esperamos começar com uma base de dados desconhecida, mas dar a volta, extraindo o melhor”, afirmou.

No TL2, que aconteceu nesta sexta-feira, o carro #93 pilotado por Vergne, Mikkel Jensen e Nico Müller foi o 11º, próximo da zona de pontuação, confirmando a aposta do piloto. Questionado sobre como ultrapassar em um circuito menor e também mais estreito que os tradicionais do Mundial de Endurance, Vergne é categórico.

“Você passa quando der. Algumas vezes, tem sorte. Em outras, não. Vai ser tudo igual entre pilotos sortudos e azarados. O importante é não tocar em ninguém para não precisar fazer uma parada extra e trocar uma asa, por exemplo”.

Carro de Vergne foi o 11º no TL2, em Interlagos (Foto: Fabrizio Boldoni/DPPI)

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Vergne, que já esteve na Fórmula 1 com a Toro Rosso e também é piloto da DS Penske na Fórmula E, comemorou o fato de passar pelo Brasil três vezes neste ano. Além de ter disputado o eP de São Paulo no início de 2024, após o WEC, o piloto retorna em dezembro para a abertura da temporada 2024/25 da categoria dos carros elétricos.

“É uma pista mais estreita, mais difícil na questão do tráfego. Não corro aqui há muito tempo, então estou feliz de estar aqui. Não será a mesma coisa do que na época da F1, tenho certeza, mas é bom estar de volta. E vou correr três vezes no Brasil este ano​”, celebrou. “A competição é muito apertada, espero fazer bom trabalho na classificação. Os dois décimos que posso conseguir, acredito que dá uma boa posição de largada para a equipe já que será difícil para ultrapassar. Meu objetivo é fazer uma grande volta na classificação e depois ver se fazemos o melhor possível​”, finalizou o #93.

O GRANDE PRÊMIO cobre in loco as 6 Horas de São Paulo com Victor Martins, João Pedro Nascimento, Pedro Luis Cuenca, Luana Marino, Bernardo Castro, Kaio Esteves, Vicente Soella, Carol Vergílio e Rodrigo Berton. A equipe de transmissão terá Matheus Pinheiro na narração e comentários de Bruno Taiar e Ricardo Arcuri. No sábado (13), a transmissão do TL3 na GPTV, o canal do GRANDE PRÊMIO no YouTube, abre às 10h20 (de Brasília, GMT-3), enquanto a classificação será às 14h20. No domingo (14), o GP começa a transmissão das 6 Horas de São Paulo às 11h, com largada prevista para as 11h30.