Thomas Laudenbach, vice-presidente da Porsche Motorsport, esclareceu o que a saída da equipe de fábrica da classe Hipercarros do Mundial de Endurance (WEC) representa para a Proton, que é cliente da marca alemã no campeonato desde meados de 2023. Mesmo se retirando da competição, o dirigente garante que a equipe de Christian Ried terá liberdade para seguir no grid.

Obviamente, a inscrição da Proton com o Porsche 963 na próxima temporada terá de ser aceita pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e pelo Automobile Club de l’Ouest (ACO). No entanto, ainda é incerto se o regulamento permitirá a entrada da equipe no grid sem uma equipe de fábrica da Porsche.

“A decisão de não participar em 2026 com o programa de fábrica não tem absolutamente nenhum efeito sobre os programas de clientes. Não posso responder além disso. O resto depende dos próprios clientes e do ACO e da FIA”, explicou Laudenbach em Road America, onde está para acompanhar a Petit Le Mans.

O artigo 3.2.3 do regulamento esportivo do WEC estabelece que um “fabricante deve inscrever dois carros no Mundial de Endurance na classe Hipercarros, sendo de responsabilidade do fabricante determinar quais carros participarão do Mundial de Endurance na classe Hipercarros ou do Campeonato de Equipes”.

Porsche Penske está de saída do WEC (Foto: Fabrizio Boldoni / DPPI)

De momento, a Proton está inscrita no Campeonato de Equipes, o que a torna inelegível para somar pontos no Mundial de Construtores. Portanto, para seguir no WEC, a esquadra alemã precisaria expandir a participação para dois carros e ainda ser inscrita como equipe de fábrica, essencialmente.

Mesmo assim, ainda é incerto se isso atenderia ao requisito de fabricantes do WEC para 2026. No entanto, caso seja permitida a inscrição do 963 no Mundial de Endurance ano que vem, a Porsche Penske poderia competir nas 24 Horas de Le Mans através do convite feito para o campeão da GTP do IMSA SportsCar — isso se a fabricante confirmar o título neste sábado (11) na Petit Le Mans.

“Honestamente, há muitas coisas em movimento agora. As pessoas estão tomando como fato muitas coisas que nem necessariamente são verdadeiras neste momento. Acho que não entendemos totalmente o quadro completo no momento. Vamos avaliar isso passo a passo, depois que formos avançando”, comentou o presidente da Penske, Jonathan Diuguid, que afirmou não saber se a continuidade da Proton no grid do WEC abre uma porta para a Porsche correr em Le Mans.

“Essa é uma das muitas perguntas. No fim das contas, é terreno da FIA e do ACO, e cabe a eles decidir como querem estruturá-lo. De qualquer forma, o regulamento esportivo para o próximo ano ainda não foi publicado. É algo que ainda está no ar”, concluiu.

Proton pode ser única esperança da Porsche disputar as 24H de Le Mans na classe Hipercarros (Foto: Javier Jimenez / DPPI)

Outro obstáculo para a participação da Proton em 2026 seria a taxa de € 538 mil (R$ 3,4 milhões na conversão atual) cobrada por cada carro inscrito no WEC. Perguntado se a Porsche assumiria esse pagamento, Laudenbach não descartou a possibilidade.

“Se for isso que for necessário, vamos discutir. Claro que estamos sempre dispostos a ajudar os clientes. Mais uma vez, a decisão de o programa de fábrica não participar do WEC em 2026 não muda a filosofia ou estratégia com os clientes”, finalizou Laudenbach.

Agora, os carros do WEC voltam à pista para as 8 Horas do Bahrein, oitava e última etapa da temporada 2025, entre os dias 6 e 8 de novembro. O campeonato todo do Mundial de Endurance conta com transmissão AO VIVO e COM IMAGENS no YouTube do GRANDE PRÊMIO e na GPTV.

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