Alessandro Alunni Bravi, chefe da Alfa Romeo, deu sua opinião sobre o teto de gastos implementado na Fórmula 1 em 2021. Em entrevista exclusiva ao GRANDE PRÊMIO, o dirigente definiu a medida como “crucial” para o esporte, mas reforçou que ela não tem, necessariamente, o intuito de fazer todas as equipes do grid brigarem pelo título, embora seja importante para tornar as coisas mais parelhas.

A implementação do teto de gastos na F1 chegou com dois objetivos. O primeiro deles foi tornar o esporte mais sustentável do ponto de vista financeiro e, com isso, dar mais estabilidade para os times já presentes no grid, além de atrair novas montadoras para o compor a categoria. Ademais, era preciso tornar a competição mais parelha.

Isso porque Ferrari, Mercedes e Red Bull, que sobraram no topo da tabela nos últimos anos, tinham um aporte financeiro e uma capacidade de operação muito maior que os outros times. Além disso, a falta de competitividade fez a Williams perder receita e flertar com a falência. Por isso, o chefe da Alfa Romeo defendeu a medida.

“O teto de gastos é crucial e vemos que a F1 se torna cada vez mais popular, crescendo exponencialmente sobretudo como um modelo de negócios sustentável para todas as partes interessadas”, disse Bravi ao GRANDE PRÊMIO.

Alfa Romeo encerrou a parceria com a Sauber no fim da temporada 2023 (Foto: Alfa Romeo)

“Em nossa equipe, temos três pilares que são muito importantes. O primeiro veio com a assinatura do novo Pacto da Concórdia. O segundo, para mim, são todas as atividades realizadas para a promoção da F1 pela Liberty Media. Estamos na direção certa em termos de estratégia de sustentabilidade. E por último, a regulamentação financeira que nos permite operar dentro dos recursos provenientes que temos, sobretudo na construção dos carros”, seguiu o dirigente.

Bravi, no entanto, foi realista. Segundo ele, a limitação nos gasto por si só, embora torne o esporte mais competitivo a longo prazo, não vai ser responsável por colocar todos os times em pé de igualdade a ponto de brigarem pelo título.

“A médio e longo prazo, estes elementos vão permitir que mais times sejam competitivos e se aproximem do topo. Evidentemente, não podemos esperar que o teto de gastos coloque as dez equipes brigando por vitórias ou títulos, mas que haja uma convergência maior em termos de desempenho, esta é uma meta alcançável e tudo caminha nesta direção”, finalizou.

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