Fernando Alonso refletiu sobre a carreira e disse que considera a transformação da relação da Espanha com a Fórmula 1 o maior legado deixado que deixa. Bicampeão mundial, o piloto afirmou que sente mais orgulho do crescimento do automobilismo espanhol e do aumento do interesse pela categoria no país do que dos próprios resultados conquistados nas pistas.

Alonso estreou na F1 em 2001, pela Minardi, e conquistou os títulos mundiais de 2005 e 2006 com a Renault, além de 32 vitórias, 22 poles e 106 pódios. O sucesso do espanhol ajudou a impulsionar a popularidade da categoria na Espanha, que passou a acompanhar em massa as corridas e a revelar novas gerações de pilotos interessados em chegar ao grid.

“Eu me sinto honrado. Quando estreei em 2001, minha família assistia às minhas corridas pela RTL, o canal alemão, porque elas não eram transmitidas na Espanha. Isso mostra como a F1 era pequena 20 anos atrás e o quanto as coisas mudaram, além da paixão de muitos pilotos na Espanha para fazer parte da F1″, afirmou.

“E não apenas dentro do carro. Acho que talvez 5%, 7%, 10% dos mecânicos e engenheiros da F1 agora sejam espanhóis. Então, provavelmente, essa é outra coisa que mudamos na Espanha: o desejo de fazer parte da categoria em diferentes funções”, acrescentou.

Para Alonso, a mudança na relação dos espanhóis com a categoria representa uma conquista mais significativa do que os resultados obtidos ao longo da trajetória. O piloto destacou que títulos e triunfos também dependem das circunstâncias e do equipamento disponível em determinado momento.

“Essa é a maior coisa, uma das quais mais me orgulho. Vencer corridas ou campeonatos, se você tem o carro e está no lugar certo, no momento certo, é algo que os 20 pilotos aqui podem ter a oportunidade de fazer. Tive muita sorte de experimentar isso”, afirmou.

F1 2026, ESPANHA, CORRIDA, ASTON MARTIN, FERNANDO ALONSO
Fernando Alonso apontou impacto no automobilismo espanhol como maior legado (Foto: Aston Martin)

Por fim, o bicampeão afirmou que o impacto sobre o automobilismo espanhol alcança diferentes categorias e funções dentro do esporte. Para Alonso, a mudança não está restrita ao aumento da audiência da F1, mas envolve a criação de uma cultura mais ampla em torno do automobilismo.

O maior legado para mim e para a minha carreira é a mudança na Espanha, para a F1 e para tudo: desde o kart, os monopostos, diferentes equipes espanholas competindo nos monopostos, até certo ponto também nos ralis e em outras categorias, meu museu na Espanha e todas as visitas que recebemos lá”, explicou.

“Existem muitas coisas fora do carro que talvez me deem mais orgulho da minha carreira do que os próprios resultados”, completou.

A Fórmula 1 faz uma pausa neste fim de semana e volta entre os dias 24 e 26 de setembro, com o GP do Azerbaijão, 15ª etapa da temporada.