A Mercedes prepara uma grande atualização para o GP do Bahrein, em outubro, com a expectativa de recuperar a condição de disputar pole-positions na Fórmula 1 2026. Andrew Shovlin, diretor de engenharia de pista da equipe, afirmou que o pacote deve representar um avanço, embora não espere que o W17 volte a abrir ampla vantagem sobre os rivais.
A atualização será introduzida a partir da etapa barenita, que será disputada na Malásia, e representa a principal evolução do W17 desde o pacote levado ao GP do Canadá, em maio. Desde então, a Mercedes optou principalmente por atualizações menores e específicas para determinados circuitos, enquanto Ferrari e McLaren avançaram de maneira mais agressiva no desenvolvimento.
Mesmo assim, a equipe de Brackley continua na liderança do Mundial de Construtores de 2026, com 145 pontos de vantagem sobre a Ferrari. A Mercedes venceu as seis primeiras corridas da temporada, mas passou a enfrentar uma concorrência mais próxima nas etapas seguintes. Das últimas oito provas, foram quatro vitórias da equipe, enquanto McLaren e Ferrari conquistaram duas cada.
Shovlin explicou que a Mercedes não terá grandes novidades em Baku, próxima etapa do campeonato. O circuito do Azerbaijão exige características diferentes, principalmente em relação à velocidade de reta e à eficiência aerodinâmica. Por isso, as novidades foram seguradas para a etapa seguinte.
“Não temos muita coisa nova chegando a Baku. É um circuito mais relacionado ao arrasto do que à pressão aerodinâmica. O carro foi bom em Monza, então esperamos que funcionará bem em Baku. Mas é preciso ter um carro com boa velocidade em linha reta”, disse Shovlin no podcast Nu Silver Arrows Radio Show, da Mercedes.
“As atualizações vão chegar a partir da Malásia e, com sorte, daremos um passo decente. Não acho que vamos ficar muito à frente, mas espero que voltemos a uma posição em que possamos entrar na classificação sabendo que estamos brigando pela pole”, seguiu.

A necessidade de recuperar desempenho em uma volta rápida ficou evidente nas últimas etapas. Apesar de Kimi Antonelli ter vencido as últimas duas provas, a Mercedes não conquista uma pole desde o GP da Bélgica, em julho, com o italiano. Shovlin reconheceu que a margem de desempenho mudou ao longo da temporada e que, atualmente, pequenas diferenças podem alterar completamente a posição de largada.
“No começo da temporada, costumávamos pensar: temos um carro que, se fizermos um trabalho realmente bom, deveria estar na pole. Deveríamos estar brigando pela vitória. Agora, a diferença entre terminar em primeiro e em sexto é de 0s1 ou 0s2”, explicou.
“Monza, por exemplo, é preciso um carro bastante eficiente, com baixo arrasto, enquanto um circuito como Madri não poderia ser mais diferente. Mas apenas nos concentramos em tirar o máximo do carro e, se vencermos, ótimo”, completou.
A Fórmula 1 faz uma pausa neste fim de semana e volta entre os dias 24 e 26 de setembro, com o GP do Azerbaijão, 15ª etapa da temporada.