Embaixador da Aston Martin, Pedro de la Rosa admitiu que está entusiasmado com o pacote de atualizações que a equipe está preparando para o GP da Hungria, última etapa da Fórmula 1 antes das férias de verão. Ao mesmo tempo, porém, o espanhol pediu cautela, uma vez que “ainda existem muitas incógnitas” sobre qual será o real desempenho do AMR26 após as mudanças.
Quem inicialmente abriu o jogo sobre as novidades foi Adrian Newey, em entrevista ao site oficial da equipe britânica, destacando a expectativa por uma “grande salto” na performance. Para deixar os esmeraldinos ainda mais animados, Shintaro Orihara, gerente-geral de pista e engenheiro-chefe da Honda, também anunciou que a fabricante está preparando uma nova unidade de potência para o GP dos Países Baixos.
Em conversa com o portal inglês PlanetF1, De la Rosa afirmou que, muito além de somente pensar no desempenho, a Aston Martin espera deixar Fernando Alonso e Lance Stroll satisfeitos. “Basicamente, precisamos ajudar os pilotos a disputarem posições, terem diversão e uma plataforma mais previsível, serem mais rápidos e, no fim das contas, mais competitivos”, começou.
“Nunca devemos estabelecer uma meta sobre o quanto esperamos evoluir ou quão grande será o salto com essa atualização, porque ainda existem muitas incógnitas. Precisamos ser muito cautelosos, pois não adianta fazer promessas. Simplesmente precisamos entregar resultados”, acrescentou.
“Chegamos a um ponto em que estamos na última posição. Agora, só precisamos entregar. Nossos fãs merecem isso, mas todos nós queremos ter um pacote mais competitivo. Adrian explicou isso muito bem. Não se trata apenas de uma atualização aerodinâmica; há muitas áreas do carro que estarão mais fortes, começando também pela melhoria do programa de redução de peso que estamos implementando”, explicou o embaixador da Aston Martin.
“Então, só espero que, quando Lance e Fernando saírem do carro, estejam sorrindo e tenham conseguido disputar posições. No momento, não somos capazes de brigar”, reconheceu. Com apenas 1 ponto conquistado até aqui, com Alonso no GP de Mônaco, o time de Silverstone ocupa o décimo lugar no Mundial de Construtores, à frente apenas da Cadillac, que estreia na F1 em 2026.
“Estamos animados, mas também somos realistas. A mensagem é que estamos trabalhando ao máximo. Há muitas áreas que estamos melhorando e que ainda vamos melhorar, mas também haverá muitas outras que continuarão precisando de mais evolução. Ainda assim, estaremos em uma posição melhor do que a atual. Os fãs merecem isso, nossos parceiros merecem isso, e as nossas pessoas também… Não estou falando apenas de Fernando e de Lance, mas de toda a equipe da fábrica, de todos que têm trabalhado incansavelmente. Eles são responsáveis pelos resultados, e, sinceramente, não mereciam a situação em que estamos”, desabafou De la Rosa.
“Mas não podemos esquecer que a F1 é extremamente difícil. Estamos partindo de muito longe, e isso vai levar tempo. Não é como se a Hungria marcasse um novo começo. Haverá mais um processo após a Hungria, mais um programa de desenvolvimento. Não é como se tudo terminasse ali. É um processo contínuo”, encerrou.
A Fórmula 1 volta de 17 a 19 de julho no GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps, décimo da temporada 2026.
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