Apesar do claro déficit de desempenho em comparação às rivais mesmo após meses do início da temporada 2026 da Fórmula 1, Mike Krack disse que a Aston Martin pretende seguir o cronograma inicial de desenvolvimento. Devido ao novo regulamento, as equipes apresentam atualizações quase que em todo fim de semana de corrida, algo que, de acordo com o diretor de pista, o time britânico ainda não foi capaz de fazer, uma vez que há outras questões a serem resolvidas.
No primeiro ano da parceria entre a escuderia esmeraldina e Adrian Newey, a unidade de potência da Honda não entregou aquilo que era esperado e, como consequência, questões relacionadas à confiabilidade precisaram ocupar o topo da lista de prioridades. Por muito tempo, as vibrações oriundas do motor prejudicaram as pilotagens de Fernando Alonso e Lance Stroll, que recentemente se tornaram vítimas também de falhas na caixa de câmbio.
Por esse motivo, a equipe tomou a decisão de não introduzir pequenas atualizações a cada etapa, mas, sim, preparar um grande pacote de melhorias mais para o fim do ano. Como resultado, as rivais, que estão continuamente evoluindo, conseguem abrir uma vantagem ainda maior, enquanto que o AMR26 segue sendo o carro mais problemático e difícil de guiar de todo o grid.
“Isso está pesando sobre todos. Conseguimos sentir isso. Dá para perceber na garagem. Dá para perceber especialmente entre os pilotos. Já falamos sobre isso antes. É uma situação muito difícil”, começou Krack em entrevista ao portal PlanetF1. “Por outro lado, temos uma liderança forte. Quando uma decisão é tomada, cabe a todos nós nos comprometermos com ela, por mais difícil que seja. Nosso trabalho é manter a motivação elevada e aprender o máximo possível”, acrescentou.
“Há muitas coisas que podemos melhorar neste carro. Seria fácil dizer que vamos apenas ficar andando em círculos e esperar pelas atualizações. Alguns dos problemas que temos continuarão existindo, então precisamos resolvê-los. Precisamos aproveitar as oportunidades que temos agora para solucioná-los ou, pelo menos, melhorar”, pontuou o dirigente, que logo citou quais são os principais desafios.
“A dirigibilidade, as trocas de marcha, a forma como todo o conjunto da unidade de potência responde, a gestão de energia. São aspectos nos quais ainda temos muito trabalho a fazer, e qualquer problema nessas áreas não será resolvido simplesmente adicionando um pouco mais de potência ou um pouco mais de carga aerodinâmica. Esses problemas continuarão existindo. Portanto, é preciso resolvê-los”, exclamou.

No GP de Barcelona-Catalunha do último domingo (14), tanto Alonso quanto Stroll foram incapazes de ver a bandeira quadriculada. O espanhol precisou estacionar o carro no meio da pista na volta 38 por causa de uma perda repentina de potência, ao mesmo tempo que o canadense abandonou logo nos momentos iniciais devido a uma falha no câmbio.
“Não acho necessariamente que seja uma questão de mudar componentes, mas, sim, de fazer com que tudo funcione melhor em conjunto. Se fosse apenas uma coisa, seria bastante fácil”, encerrou.
A Fórmula 1 volta de 26 a 28 de junho no GP da Áustria, oitavo da temporada 2026, no Red Bull Ring.
▶️ F1: confira o calendário completo de 2026
▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GPTV
F1 hoje: saiba aqui as notícias mais importantes do dia da Fórmula 1
A redação do GRANDE PRÊMIO selecionou as notícias mais importantes das últimas horas para você ficar por dentro de tudo que acontece na F1.
▶️ Ferrari descarta priorizar Hamilton após vitória: “Pior abordagem possível”
▶️ Sainz põe Audi no radar em meio a começo frustrante com Williams na F1 2026
▶️ Ferrari e Cadillac concluem 2º dia de testes da Pirelli com pneus da F1 2027 em Barcelona
▶️ Alpine surpreende e dá a Ugochukwu 1º teste com carro de Fórmula 1 em Monza
▶️ FIA agenda reunião para analisar pedido da Mercedes sobre punições a Russell em Mônaco
▶️ Tsunoda completa teste com carro da temporada 2025 da Red Bull em Barcelona