A Aston Martin admitiu que o limite estipulado pelo teto orçamentário impediu avanços importantes no AMR22 este ano, principalmente depois que a equipe precisou fazer diversas correções no carro no fim de semana do GP da Espanha. Diretor de desempenho do time britânico, Tom McCullough disse que a escuderia tentou ser o mais ousada possível — mas o limite de US$ 145 milhões [em torno de R$ 731 milhões no câmbio atual] impediu grandes avanços.
“Nós queremos estar à frente do pelotão do meio, para depois continuarmos em frente — para fazer isso, você precisa ser agressivo”, disse McCullough. “Tentamos ser agressivos ao máximo esse ano, mas isso ficou difícil com os recursos reduzidos devido ao teto orçamentário”, admitiu.
A Aston Martin viu seu conceito dar claramente errado nas primeiras corridas da temporada, com um déficit de performance que se comparava apenas à Williams. Assim, a equipe optou por fazer uma correção de rota em Barcelona e comprometeu recursos que seriam utilizados ao longo da temporada.
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“Adoraríamos fazer algumas peças. A asa dianteira, por exemplo, é praticamente a mesma que começamos o ano”, explicou. “Poderíamos ter feito muitas coisas, mas não conseguiríamos ficar dentro do teto de gastos — especialmente após as mudanças significativas que fizemos no carro em Barcelona”, salientou.
“De alguma forma, a fórmula mudou. Agora, é sobre tentar construir as atualizações que vão te trazer o melhor custo-benefício”, finalizou.
Ainda que não tenha sido possível fazer grandes ousadias, a Aston Martin tem conseguido, gradualmente, subir de nível em 2022. A equipe britânica pontuou de forma consecutiva em Singapura, Japão e Estados Unidos, o que permitiu um salto ao sétimo lugar do Mundial de Construtores. Com 49 pontos conquistados, a equipe ainda sonha em tomar a sexta posição da Alfa Romeo, que possui 53.
A Fórmula 1 continua na próxima semana, entre os dias 11 e 13 de novembro, com o GP de São Paulo, etapa brasileira, direto de Interlagos. O GRANDE PRÊMIO acompanha tudo ‘IN LOCO’ com equipe cheia.