Chefe de Gabriel Bortoleto na Audi, Mattia Binotto sugeriu que a análise do ADUO passe por mudanças nos próximos anos. Com a ferramenta analisando apenas a potência do motor de combustão interna (ICE), o italiano disse ter dúvidas sobre a manutenção do sistema e destacou que a medição não deveria levar apenas a diferença de kW em consideração. Para ele, a análise poderia ser mais parecida ao que a F1 faz com a alocação do tempo no túnel de vento, escalonada para beneficiar as piores equipes do grid.
“Temos sensores no carro que são próprios para medir a diferença de potência”, analisou Binotto. “Então, será que o princípio de ter o ADUO baseado na diferença de kW seria a abordagem certa? Podemos discutir. Também há um tipo de ADUO para os chassis, mas é diferente: se você ficar atrás, tem mais oportunidades no túnel de vento. É uma forma de os times convergirem”, explicou.
“Mas quando falamos sobre as regras da unidade de potência, qual seria a maneira certa de medir? Decidimos focar em kW; é a maneira certa de fazer isso? Novamente, podemos discordar. Talvez devêssemos fazer algo similar aos chassis, em que você baseia a análise nos resultados da temporada anterior”, sugeriu.
A primeira verificação do ADUO em 2026 elegeu o motor da Red Bull-Ford como a referência da Fórmula 1, seguido pela Mercedes. Assim, a montadora alemã recebe uma atualização este ano e outra em 2027; Ferrari, Audi e Honda, que ficaram atrás das Flechas de Prata, podem fazer duas modificações em cada temporada. Binotto, contudo, acredita que um sistema que levasse em consideração a temporada anterior inteira seria mais justo.
“Porque se o objetivo da convergência é um pelotão mais próximo, talvez seja mais simples assim. E teríamos um sistema único entre chassi e unidade de potência, com os melhores times sem vantagens e os mais lentos com algumas oportunidades a mais”, destacou.
“Mas é assim que as regras são hoje, e acho que precisamos confiar inteiramente na FIA. Sei que a FIA fez a análise certa, mas o que devemos fazer para o futuro? Estabelecer um ranking diferente? Talvez, sim”, finalizou o comandante da Audi.
A Fórmula 1 volta de 26 a 28 de junho no GP da Áustria, oitavo da temporada 2026, no Red Bull Ring.
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