Diretor de corridas da Audi, Allan McNish admitiu que as equipes terão um grande desafio pela frente no GP do Bahrein deste fim de semana, visto que a alta umidade e o calor intenso afetam diretamente a refrigeração dos carros e também a durabilidade dos pneus. Ao destacar a experiência dos pilotos na pista da Malásia, o dirigente pontuou que está ansioso para ouvir o feedback de Gabriel Bortoleto, que nunca competiu por lá ao longo da carreira.
Sepang apareceu pela primeira vez no calendário em 1999, etapa que marcou o retorno de Michael Schumacher à temporada após quebrar a perna no GP da Inglaterra, e permaneceu ininterruptamente até 2017. O traçado possui 5,5 km de extensão, com 15 curvas que combinam trechos longos de aceleração (com destaque para as duas retas ligadas pelo hairpin), zonas de frenagens fortes e variações entre curvas de baixa, média e alta velocidade.
Embora a equipe alemã tenha introduzido nada menos que 14 atualizações no GP do Azerbaijão, o resultado alcançado não foi o esperado. Nico Hülkenberg até tirou proveito dos abandonos de Franco Colapinto, Pierre Gasly e Lando Norris para entrar na briga pelos pontos, mas teve de se contentar com o 11º lugar. Bortoleto, por sua vez, cruzou a linha de chegada em 13º, mas caiu duas posições após ser punido com 10s por ultrapassar Sergio Pérez sob bandeiras amarelas.
Em entrevista acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO em Baku, McNish foi questionado sobre os desafios que espera encontrar em Sepang. Isso porque o calor e a alta umidade prometem sensação térmica acima dos 40ºC, o que significa que a temperatura do asfalto será alta — fator que também interfere no comportamento dos pneus.
“Vai estar úmido lá, assim como esteve aqui. E, quando começamos a falar de refrigeração, o México provavelmente será um ponto de atenção para todas as equipes, um pouco diferente também em termos de aerodinâmica. Mas, sim, Sepang é um circuito muito diferente. Será diferente em relação aos pneus. Não acho que teremos a mesma situação daqui, em que você pode prolongar o stint o quanto quiser. Lá será um cenário diferente. Estou ansioso”, começou.
“O circuito é ótimo, mas Gabi nunca correu lá. Nico já, mas Gabi nunca. Então, será interessante ouvir as primeiras impressões dele sobre o circuito. Mas Nico não gosta de lá. Disse algo como: ‘Não é um dos meus circuitos favoritos'”, brincou McNish.

O principal ponto fraco da Audi na temporada 2026 tem sido a unidade de potência, que sofre bastante em velocidade de reta em comparação com os motores Mercedes, Ferrari e Red Bull-Ford. No Azerbaijão, por exemplo, o setor 3 se apresentou como um problema para Bortoleto e Hülkenberg, que vão se deparar com um cenário parecido na Malásia.
“Obviamente, aqui tivemos muita dificuldade neste trecho, em termos de capacidade de corrida, desempenho e tudo mais. Lá, temos duas longas retas, mas também muitas curvas de alta velocidade. Então, em termos da dinâmica da corrida, deve ser um pouco mais favorável para nós”, encerrou.
A Fórmula 1 volta neste fim de semana, de 2 a 4 de outubro, na Malásia, que recebe o GP do Bahrein. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades em Sepang AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.
GP do Bahrein na Malásia de F1: veja os horários no Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:
Horários no Brasil*
Sexta (2)
- TL1: 01:30
- TL2: 05:00
Sábado (3)
- TL3: 01:30
- Classificação: 05:00
Domingo (4)
- Corrida: 04:00
Horários em Cabo Verde
Sexta (2)
- TL1: 03:30
- TL2: 07:00
Sábado (3)
- TL3: 03:30
- Classificação: 07:00
Domingo (4)
- Corrida: 06:00
Horários em Portugal e Angola
Sexta (2)
- TL1: 05:30
- TL2: 09:00
Sábado (3)
- TL3: 05:30
- Classificação: 09:00
Domingo (4)
- Corrida: 08:00
Horários em Moçambique
Sexta (2)
- TL1: 06:30
- TL2: 10:00
Sábado (3)
- TL3: 06:30
- Classificação: 10:00
Domingo (4)
- Corrida: 09:00
*Horários de Brasília