A temporada 2026 marca o início de uma nova era na Fórmula 1, que conta com grandes mudanças nos carros e nos motores. Carlos Sainz disse que é o maior desafio dos últimos 30 anos na categoria. O espanhol também destacou que ainda é difícil saber a ordem de forças do grid, mas garante que a Williams é capaz de tirar proveito das novas regras.

Em 2026, os carros da F1 são menores, mais leves e contam com uma nova aerodinâmica. As unidades de potência, por sua vez, são abastecidas com combustíveis sustentáveis e possuem 50% da potência proveniente da parte elétrica. Além disso, os pilotos têm à disposição os modos boost, ultrapassagem e recarga.

Apesar das dificuldades da Williams no desenvolvimento do carro, que impediram a participação nos testes privados de Barcelona, Sainz manteve a confiança na equipe e disse que levam o futuro a sério. Porém, evitou criar muita expectativa ao falar sobre o novo regulamento.

“É um desafio enorme, o maior desafio que as equipes enfrentaram nos últimos 20 ou 30 anos. A aerodinâmica, os motores, os pneus, o peso dos carros… tudo muda. Todos nós começamos do zero”, declarou o piloto do #55.

Pintura do FW48 da Williams (Foto: Williams)

“Para mim, como piloto, também haverá muitas coisas novas para aprender, em termos de técnica de pilotagem, como utilizar melhor o motor, a aerodinâmica… Há tantas novidades que não sei qual será a mais difícil ou interessante de enfrentar”, admitiu.

“É muito difícil definir uma meta pessoal sem saber onde cada uma das 11 equipes estará, sem saber quem acertou nos motores, quem acertou no peso ou quem acertou na aerodinâmica. É impossível saber quem se beneficiará mais com essa mudança no regulamento”, avaliou.

“Pessoalmente, tudo o que quero ver é progresso da Williams em todas as áreas que identificamos como críticas, onde sabemos que precisamos melhorar como time. Esta equipe é capaz de tirar proveito dessas novas regras”, enfatizou.

“Sabemos que não se sai do quinto ao primeiro lugar da noite para o dia. Este é um ano importante para continuarmos demonstrando progresso, para seguirmos passo a passo e para continuarmos construindo para o futuro”, completou Sainz.

Após os testes coletivos em Barcelona, as equipes terão duas semanas para retornar às fábricas e trabalhar com base nos dados coletados nos últimos dias. Dessa forma, os carros só voltam à pista entre 11 e 13 de fevereiro, durante os testes de pré-temporada no Bahrein.

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