Carlos Sainz tem sido bem aberto em relação ao desempenho frustrante da Williams na temporada 2026 da Fórmula 1 e, dessa vez, afirmou que os problemas da equipe vão muito além do sobrepeso do FW48. Segundo o espanhol, mesmo que o time britãnico consiga eliminar o excesso de peso do carro, a diferença para os líderes ainda seria grande demais para atender às expectativas traçadas antes do início do campeonato.
A Williams sofreu com o desenvolvimento inicial do carro de 2026 e sequer conseguiu participar dos testes privados em Barcelona. Com dificuldades para reduzir o peso do FW48, que tinha quase 30kg de sobrepeso, a equipe deu um passo atrás considerável em relação ao ano passado, quando terminou na quinta posição no Mundial de Construtores.
Mas, segundo Sainz, os problemas não param por aí. Para o espanhol, mesmo com a resolução desse ponto, a Williams ainda estaria aproximadamente 1s atrás do líderes — muito distante do patamar que imaginava alcançar após o investimento feito no desenvolvimento do projeto.
“O sobrepeso nos colocaria na disputa por pontos, mas isso não é suficiente. Ficamos 1s8, 1s7, 1s6 e até 1s9 atrás na corrida, dependendo da volta. Tirar o sobrepeso talvez deixe você 1s atrás dos líderes, brigando com a Alpine. Não foi para isso que prometemos estar nesta temporada”, afirmou.
“Não é onde deveríamos estar, considerando todo o tempo de túnel de vento que tivemos e todas as horas de desenvolvimento investidas neste carro. Estar 1s por volta atrás da frente obviamente não é bom. Estamos muito longe de onde precisamos estar”, continuou.
O espanhol explicou que a equipe já esperava dificuldades em 2026, mas admitiu que a dimensão do problema em curvas de média e alta velocidade foi maior do que o previsto. Na avaliação de Sainz, a deficiência não está apenas no peso do carro, mas principalmente na falta de carga aerodinâmica.

“Realisticamente, esperávamos que fosse difícil. Olhando para trás, talvez tenha sido uma surpresa o quanto estamos atrás nas curvas de média e alta velocidade. Parte disso é pelo peso, mas ainda mais importante é a carga aerodinâmica que temos no carro”, analisou.
Por fim, Sainz afirmou que a Williams precisa reagir rapidamente e encontrar soluções para reduzir a diferença para os rivais ao longo da temporada.
“Não chega a ser um choque de realidade, mas foi uma constatação de que estamos muito longe de onde deveríamos estar, de onde planejávamos estar ou de onde queremos estar. É hora de voltar à prancheta e começar a trazer mais coisas para o carro, porque claramente estamos muito atrás em pistas com curvas de média velocidade”, encerrou.
A Fórmula 1 volta neste fim de semana, de 26 a 28 de junho, com o GP da Áustria, oitava etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.
Além da cobertura completa das atividades, o GRANDE PRÊMIO também estará in loco em Spielberg com o repórter Leonid Kliuev.
GP da Áustria de F1: veja os horários em Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:
| Sessão | BRA* | CBV | POR ANG | MOZ |
| Treino livre 1 | 08:30 | 10:30 | 12:30 | 13:30 |
| Treino livre 2 | 12:00 | 14:00 | 16:00 | 17:00 |
| Treino livre 3 | 07:30 | 09:30 | 11:30 | 12:30 |
| Classificação | 11:00 | 13:00 | 15:00 | 16:00 |
| Corrida | 10:00 | 12:00 | 14:00 | 15:00 |
*Horário de Brasília
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