Apesar do momento complicado pelo qual a Ferrari vem atravessando na temporada 2024 da Fórmula 1, Charles Leclerc conseguiu subir no pódio nas duas últimas corridas, os GPs da Bélgica e dos Países Baixos. Em Zandvoort, o monegasco não esperava conquistar um bom resultado, mas viu a SF-24 dar sinais de vida e, por isso, agora espera que o mesmo aconteça neste fim de semana, no GP da Itália.

O circuito de Monza tem um lugar especial reservado na mente do #16. Foi lá, em 2019, exatamente no primeiro ano vestindo o vermelho da escuderia de Maranello, que Leclerc conquistou a segunda vitória da carreira na categoria principal do automobilismo — a única em solo italiano. Cinco anos depois, o piloto de 26 anos deixou claro que está “muito entusiasmado” para tentar repetir o feito.

Na última terça-feira (27), Frédéric Vasseur, chefe do time, confirmou que a Ferrari preparou um pacote de atualizações para a SF-24 na expectativa de conseguir se tornar mais competitiva e incomodar Red Bull e McLaren, líder e vice-líder do Mundial de Construtores, respectivamente. Charles mostrou confiança nas melhorias.

“Replicar o que foi feito há cinco anos seria um sonho”, disse em entrevista à emissora britânica Sky Sports. “O objetivo, obviamente, é tentar vencer, mas realisticamente estamos num período em que é difícil para a equipe fazer isso porque o ritmo da McLaren e da Red Bull é mais rápido que o nosso”, continuou.

Charles Leclerc terminou em terceiro no GP dos Países Baixos (Foto: Ferrari)

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“Tudo, porém, pode acontecer. Contamos com o apoio da torcida e trazemos atualizações, espero que isso nos dê o desempenho certo para a vitória”, apontou, antes de falar do clima gerado pelos torcedores ferraristas. “Esse ambiente que se cria quando chegamos à Itália é algo único. Tenho a sensação de que este ano há ainda mais gente e estamos muito entusiasmados”, acrescentou.

Assim como foi em Zandvoort, quando o resultado final foi muito maior do que a expectativa que existia após os treinos e a classificação, Leclerc não descartou a possibilidade de o mesmo acontecer na Itália.

“No sábado, eu disse que seria necessário um milagre para subir ao pódio — e conseguimos. Após a corrida, procuramos explicações para o bom desempenho. Precisamos entender também os motivos de não termos ido bem no sábado, embora os dados nos expliquem boa parte. Isso nos dá confiança para repetir essas performances”, finalizou.

A Fórmula 1 volta neste fim de semana, entre os dias 30 de agosto a 1º de setembro, com o GP da Itália, direto de Monza.