O capacete usado por Charles Leclerc no último GP de Mônaco foi arrematado por € 306 mil — mais de R$ 1,6 milhão na cotação atual — em leilão realizado com intuito de arrecadar fundos para as vítimas das enchentes que ocorreram no mês de maio no norte da Itália e causaram até o cancelamento do GP da Emília-Romanha de Fórmula 1. Com o valor da aquisição, a peça quebrou o recorde de capacete mais caro de pilotos da F1: batendo um recorde que era de Ayrton Senna.
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A empresa de leilões RM Sotheby’s revelou, em comunicado oficial, que o valor foi superior a um capacete usado por Senna em 1990, leiloado em 2019. O item, com o rádio da equipe ainda fixo, tinha o recorde anterior quando foi arrematado por € 162 mil, mais de R$ 900 mil.
Durante o leilão beneficente ‘Charles Leclerc pela Emília-Romanha’ mais itens do piloto foram colocados à venda. Um dos macacões que ele também usou no GP nas ruas de Monte Carlo, arrecadou R$ 320 mil, as sapatilhas saíram por R$ 106 mil e as luvas foram arrematadas por R$ 220 mil’. O total dos itens rendeu € 429,6 mil euros, aproximadamente R$ 2,2 milhões.

“Os fundos arrecadados com os itens serão doados diretamente ao município de Ímola e todos os territórios e cidades mais afetados, que foram devastados pelas enchentes que atingiram uma vasta área da região da Emília-Romanha, na Itália, com atenção especial para as famílias com crianças que, infelizmente, perderam suas casas”, falou um porta-voz da RM Sotheby’s antes do leilão desta semana.
O capacete Bell HP77 vermelho e branco é uma peça única e foi criado para Leclerc usar na prova em sua cidade natal, a qual terminou em sexto. Em suas redes sociais, o piloto da Ferrari agradeceu aos compradores. “Muito obrigado a todas as pessoas que participaram do leilão, € 358 mil é um valor incrível que tenho certeza que vai ajudar muitas pessoas”.
Estima-se que as enchentes de meados de maio, que cancelaram o GP da Emília-Romanha, tenham tirado 20 mil pessoas de seus lares. A região onde fica Ímola foi de longe a parte mais afetada do país, com mais de 40 cidades, incluindo a cidade natal de Ferrari, Maranello, afetadas por inundações repentinas e deslizamentos de terra. A tragédia causou 15 pessoas no que se acredita que seja o pior evento climático com estas características ocorrido na Itália nos últimos 100 anos.
Com 42 pontos na sétima posição na tabela de pilotos, Charles Leclerc retorna à pista no GP do Canadá, oitava etapa da temporada. As atividades acontecem entre os dias 16 e 18 de junho. E o GRANDE PRÊMIO acompanha tudo.