Charles Leclerc admitiu que não entendeu muito bem a falta de performance da Ferrari no GP da Hungria deste domingo (26), uma vez que a pista em Budapeste aparentava ser mais favorável ao carro. O monegasco reclamou bastante dos pneus, principalmente dos duros, e disse que tem sido difícil encontrar qualquer consistência com a SF-26 até aqui na temporada 2026 da Fórmula 1.

Ao largar da segunda posição com os compostos macios, diferentemente dos principais rivais, o #16 sofreu com a falta de aderência no lado sujo da pista e despencou para o quinto lugar. A partir daquele momento, ficou preso atrás de Lando Norris, Oscar Piastri, Max Verstappen e Lewis Hamilton, chegando até a tentar alguma coisa diferente com a estratégia para avançar no pelotão.

No fim das contas, tirou proveito da punição de 5s imposta ao companheiro de equipe para conquistar o quarto lugar em Hungaroring. Um resultado muito aquém do esperado, já que a Ferrari, que foi bem nas velozes pistas da Inglaterra e da Bélgica, alimentava a esperança de conquistar a vitória em um traçado mais adequado à boa aerodinâmica do carro.

“Quando fiz o procedimento de largada, no momento em que soltei a embreagem, havia muito menos aderência do que esperávamos. Patinei bastante com as rodas e, depois, na curva 1, acabei espremido entre Lewis e Max. Naquele momento, precisei aliviar novamente e, quando vi, já estávamos em quinto. A partir daí, foi extremamente difícil recuperar”, começou Leclerc em entrevista ao francês Canal+.

“O que é complicado de entender é que isso não depende apenas de nós. Há muitas informações para analisar. O stint com os pneus macios não foi ruim, o primeiro stint com os duros foi bastante bom, mas, no segundo, eu simplesmente não tinha nenhuma confiança no carro. Estava extremamente difícil entender o que estava acontecendo com os pneus”, destacou.

“No fim, os macios voltaram a funcionar bem, mas estávamos com uma estratégia diferente da dos demais, então é complicado fazer uma comparação. Ainda assim, a sensação era boa”, seguiu o monegasco, que então abordou a questão da inconsistência da SF-26, que teve ótima performance nos circuitos desfavoráveis e uma não tão boa assim na Hungria.

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Charles Leclerc reclamou do comportamento dos pneus (Foto: Gabriel López/Grande Prêmio)

“É muito difícil encontrar consistência com este carro. O mais estranho é que aconteceu exatamente o contrário do que esperávamos nas últimas três corridas. Nas duas provas em que não esperávamos um bom desempenho, tudo saiu como previsto: terminamos em primeiro e segundo. Já na corrida em que esperávamos um bom resultado, terminamos em quarto e quinto”, pontuou.

“Mas isso resume bem o comportamento geral destes carros. É difícil para todos entenderem o que está acontecendo, e nós precisamos ser melhores do que os outros nessa tarefa. Da minha parte, vou continuar trabalhando para tentar entender o que causa essa falta de consistência neste carro e por que jogos idênticos de pneus apresentam desempenhos tão diferentes. Eles parecem se comportar de maneiras completamente distintas. É muito estranho”, encerrou.

A Fórmula 1 agora entra de férias. A categoria retoma as atividades da temporada 2026 de 21 a 23 de agosto, com o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.

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