O GP da Hungria acabou chamando a atenção pelo número de pilotos que simplesmente ignoraram as bandeiras azuis durante a corrida. Oliver Bearman e Carlos Sainz foram alguns que se envolveram em incidentes e acabaram punidos, mas a confusão foi causada por uma falha no sistema eletrônico, com os fiscais de tendo de recorrer ao método tradicional de sinalização.
A informação é do portal da revista inglesa Autosport. Os pilotos reclamaram que os avisos luminosos não mostravam o número do carro, causando a desordem. Segundo a publicação, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) estava ciente do problema, por isso também usou bandeiras físicas, além dos painéis luminosos pela pista.
Mesmo assim, a medida não foi suficiente para evitar confusões, sendo a mais notória a que envolveu Sainz e Oscar Piastri, que liderava a corrida quando acabou acertado pelo piloto da Williams, então retardatário. O australiano não apenas ficou furioso pelo toque, como ainda perdeu a liderança para Lando Norris após a parada, já que o lance custou tempo.
Sainz tomou 5s pelo incidente. Depois da prova, apresentou a sua versão dos fatos. “Naquele momento, eu não fazia ideia de que estava prestes a levar uma volta. Além disso, estava em disputa intensa contra Fernando [Alonso], tentando passá-lo na curva. Não esperava encontrar Oscar ali.”
“Mesmo que ele estivesse lá — ou onde esperava que estivesse —, estava no meu ponto cego em relação ao ângulo de visão. Então, honestamente, foi impossível evitar o contato. Certamente uma comunicação um pouco melhor teria ajudado, mas, ao mesmo tempo, são coisas de corrida que às vezes acontecem”, salientou.
Esteban Ocon também passou por situação semelhante em lance com Isack Hadjar, mas sem batida. Depois da parada, saiu dos boxes disputando posição com o piloto da Red Bull sem saber que estava uma volta atrás.
“Não tínhamos nenhum retorno no painel, nos carros. Então, contávamos apenas com os painéis de bandeira azul, mas sem os nossos números. Estava disputando posição com Isack na saída dos boxes, mas estava uma volta atrás e não sabia. Acabei bloqueando a passagem dele por três curvas. Até que os engenheiros me avisassem ‘Olha, você não está disputando posição com ele’, não tinha como saber, pois a bandeira azul ficava piscando durante toda a volta, e a situação não fica muito clara”, detalhou Ocon.
Bearman, por sua vez, fez o mesmo com Hadjar, mas acabou tomando 5s por ignorar a bandeira azul. “Fico mal pela punição da bandeira azul no lance com Hadjar, porque, honestamente, foi um verdadeiro pesadelo na pista”, disse o britânico da Haas.
“Você passa pelo lado de dentro, não tem tempo de olhar nos retrovisores, e em praticamente em todas as voltas que fiz, as telas de bandeira azul acendiam. Nesta corrida, elas não estavam funcionando corretamente, então era difícil saber se a bandeira azul era para mim, para o carro de trás, para o carro da frente ou o que fosse”, acrescentou.

“Claro que não foi de propósito, eu estava uma volta atrás, não estava tentando fazer nada de errado, mas fico chateado por prejudicar qualquer corrida. No início da corrida, comecei a receber bandeiras azuis após seis voltas e pensei ‘Que estranho. Não somos tão lentos a ponto de levar uma volta em seis voltas'”, seguiu.
“Então, basicamente da sexta até a 70ª volta, houve bandeiras azuis em todas elas. Era muito difícil saber o que era real, o que era falso, o que era para mim e o que não era, porque normalmente aparece o número do piloto, mas desta vez aparecia apenas a cor azul. Então, como disse, não houve má intenção; precisei realmente contar com a ajuda da equipe para lidar com isso”, encerrou.
A Fórmula 1 agora entra de férias. A categoria retoma as atividades da temporada 2026 de 21 a 23 de agosto, com o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.
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