Toto Wolff deixou o GP da Hungria deste domingo (26) revoltado com o comportamento de alguns engenheiros de outras equipes, chamando-os, inclusive, de Teletubbies, em referência aos personagens da série que ficou famosa no fim dos anos 1990. Sobre a corrida em si, o dirigente admitiu que o problema que afetou a largada de George Russell foi totalmente culpa da Mercedes.
O britânico se encontrava no sétimo colchete quando, ao apagar das luzes, sofreu anti-stall e despencou para a última colocação, atrás mesmo da dupla da Cadillac. Embora tenha conseguido se recuperar, superando sem maiores dificuldades os carros do pelotão intermediário, teve mesmo de se contentar com o sétimo lugar, novamente atrás de Andrea Kimi Antonelli.
Até porque o italiano conseguiu maximizar muito bem o resultado. Depois de completar a primeira volta na sexta posição, optou por uma estratégia diferente ao estender o stint com os pneus médios e, desta forma, teve a oportunidade de brigar com Lewis Hamilton pelo terceiro lugar no pódio — o que acabou conseguindo. Desta forma, ampliou a vantagem na liderança do campeonato.
“As coisas já não estavam funcionando muito bem para nós desde sexta-feira. Depois tivemos o dano no carro do George ontem e a punição do Kimi. Então, terminar em terceiro e sexto (sétimo, na verdade) foi uma boa recuperação. Ainda assim, não é onde deveríamos estar”, começou Wolff em entrevista à emissora britânica Sky Sports.
“Mais uma vez, cometemos um erro na largada do George. Isso simplesmente não é aceitável e não é bom o suficiente da nossa parte”, confessou, antes de virar o foco para o sistema de sinalização de bandeiras azuis, que não funcionou corretamente na parte final da corrida — algo relatado até mesmo pelo brasileiro Gabriel Bortoleto. Desta forma, alguns retardatários, que erroneamente também não foram alertados pelos engenheiros, atrapalharam os líderes.
“E depois houve o problema com o sistema de sinalização, além dos carros mais atrás se defendendo na disputa entre Lewis e Kimi. Sinceramente, é vergonhoso ver alguns dos engenheiros dessas equipes, esses Teletubbies, não avisarem seus pilotos sobre o que estava acontecendo atrás”, declarou. Importante destacar que os personagens da antiga série se comunicavam por meio de frases curtas e repetições simples — por isso a comparação do chefe da Mercedes.

“No geral, não estou satisfeito com toda essa situação. Mas, quando a poeira baixar, vamos entrar nas férias de verão com uma boa vantagem no Mundial de Pilotos e também uma boa margem no Mundial de Construtores. Isso é mérito de um carro rápido e de uma grande equipe, que às vezes também tem azar — como aconteceu de novo hoje com o safety-car virtual —, mas que também precisa melhorar em termos de confiabilidade”, reconheceu.
Por fim, evitou descartar Russell da briga pelo título da F1, visto que ainda resta metade da temporada. “Há um longo caminho pela frente, sem dúvida. Mas precisamos descobrir o que aconteceu. Houve uma resposta do acelerador muito maior do que a que ele realmente aplicou. Precisamos resolver esse tipo de problema”, encerrou.
A Fórmula 1 agora entra de férias. A categoria retoma as atividades da temporada 2026 de 21 a 23 de agosto, com o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.
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