A Williams terminou de forma melancólica o GP da Hungria de F1, disputado neste domingo (26), com o 17º e o 18º lugares de Alexander Albon e Carlos Sainz, respectivamente, ficando à frente apenas de Oliver Bearman e dos três carros que abandonaram a prova. Chefe da equipe, James Vowles fez um balanço da difícil temporada até aqui.

Vowles assumiu a Williams em 2023 e passou a direcionar o foco para a temporada de 2026, quando um novo regulamento técnico entraria em vigor. Com esse argumento, convenceu Carlos Sainz e diversos outros integrantes a se juntarem ao projeto. No entanto, 2026 chegou e o cenário do campeonato até aqui está muito distante do que havia sido projetado. Em 11 etapas, a equipe somou apenas 11 pontos, com o oitavo lugar de Albon no GP de Mônaco como melhor resultado.

“Foi uma primeira metade do ano incrivelmente difícil. Em primeiro lugar, quero agradecer a toda a equipe, que trabalhou incansavelmente para superar um início complicado”, disse Vowles em um vídeo publicado pela Williams.

“Todas as nossas deficiências foram evidenciadas de uma forma inesperada durante o inverno. Isso nos atrasou bastante, e estamos fazendo tudo o que podemos durante esta temporada. Mas a realidade é que precisamos garantir que tudo esteja em ordem para 2027 e além. É um trabalho gigantesco”, destacou.

O chefe da Williams elogiou o trabalho de Sainz e Albon ao longo da temporada 2026 e admitiu que a equipe é responsável pelo fato de ambos estarem longe da disputa por pontos na F1.

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James Vowles (Foto: Gabriel López/Grande Prêmio)

“Eles estiveram ao nosso lado o tempo todo e permaneceram firmes apesar das dificuldades que colocamos na pista. São dois pilotos incríveis. Eles merecem, no mínimo, lutar por pontos a cada fim de semana, e nós não permitimos isso”, reconheceu.

Vowles indicou que a Williams terá atualizações no GP do Azerbaijão, mas não espera que as novidades sejam suficientes para levar a equipe a um novo patamar imediatamente. O dirigente voltou a lamentar o desempenho no GP da Hungria e reforçou que o foco está na construção do futuro do time.

“Baku está chegando e representará um passo à frente, mas simplesmente não será suficiente para que isso tenha um impacto real e nos coloque na posição correta nesta temporada”, admitiu o chefe da Williams.

“Precisamos estabelecer as bases certas, construir sobre os alicerces que já temos, corrigir os aspectos que claramente não estão funcionando e voltar mais fortes no futuro. Dias como o de hoje são os que não quero repetir. É incrivelmente doloroso”, concluiu.