E não é que a sorte de campeão sorriu para Lando Norris neste domingo (26)? Depois de perder a ponta do GP da Hungria na largada para o companheiro de equipe, Oscar Piastri, o britânico levou a melhor na troca de pneus, recuperou a liderança e ainda viu o australiano quebrar a 14 voltas do fim. Max Verstappen e Andrea Kimi Antonelli completaram o pódio.
Apesar da pole consistente, faltava entender se a McLaren realmente teria ritmo de corrida para bloquear a ameaça real da Ferrari, e a resposta veio logo na largada, quanto Piastri surpreendeu Norris e assumiu a liderança, enquanto os carros vermelhos ainda perderam posição para Verstappen.
A largada, aliás, foi o que matou a corrida da Ferrari, sobretudo de Lewis Hamilton, que ficou preso atrás de Max até a primeira parada, mesmo com pneus macios novos. Isso facilitou a vida da McLaren, mas os pilotos também conseguiram imprimir ritmo forte desde as primeiras voltas para lutar pela vitória.
Só que as regras papaias voltaram a roubar a cena. Primeiro, Norris começou a reclamar de que tinha muito mais ritmo, pedindo passagem a Piastri e ouviu que não seria possível. Mas a chamada aos boxes para a segunda troca acabou sendo determinante, uma vez que Oscar, que parou primeiro, voltou no meio do tráfego e ainda acabou acertado por Carlos Sainz, indo à loucura.
A perda de tempo foi fatal. Quando Norris entrou para o segundo pit-stop, voltou com folga à frente, para desespero do australiano. Só que o câmbio do carro #81 ainda quebrou na volta 56, acabando com qualquer chance de recuperação.
Melhor para Norris, que não perdeu a chance e levou o MCL60 até a bandeirada, a primeira vitória da McLaren em corrida regular na temporada 2026. O top-10, portanto, ficou assim: Norris, Verstappen, Antonelli, Charles Leclerc, Lewis Hamilton, Isack Hadjar, George Russell, Liam Lawson, Nico Hülkenberg e Arvid Lindblad.
Gabriel Bortoleto segurou o décimo lugar até as últimas voltas. Após largar de macios, esticou o stint ao máximo para fazer somente uma parada, e a estratégia se pagou até o instante em que começou a reclamar de algum problema no carro. Ele terminou em 11º.
A Fórmula 1 agora entra de férias. A categoria retoma as atividades da temporada 2026 de 21 a 23 de agosto, com o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.
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Confira como foi o GP da Hungria de 2026:
Dessa vez, Budapeste brindou a F1 com um domingo de calorão típico, com asfalto já em 53°C, temperatura ambiente em 30°C e umidade relativa do ar em 25%. Mas mesmo com a pista bem quente, a Ferrari confirmou a impressão deixada ao poupar pneus macios na classificação e calçou Leclerc e Hamilton com os C5 da gama da Pirelli. O monegasco, no entanto, de macios usados, enquanto Lewis foi de novos.
Bortoleto, Alonso, Sainz e Stroll foram os outros que também optaram pelos pneus de faixa vermelha, enquanto todos os demais colocaram um jogo de médios novos para a largada.
Na pole, Norris tomou o primeiro colchete, no lado limpo, assim como o companheiro de equipe, Piastri em terceiro. E quando as luzes se apagaram, eis que o australiano engatou na traseira do colega e surpreendeu Leclerc, que partiu mal e ainda perdeu posição para Verstappen e Hamilton, caindo para quinto.
Piastri ainda teve fôlego para dar o bote para cima de Norris e fechar o giro 1 na liderança, enquanto Hamilton tentava de todas as formas efetuar a ultrapassagem sobre Verstappen para não perder os McLaren de vista. Mas o neerlandês se defendia bem, impedindo qualquer ataque do piloto da Ferrari.

Quem despencou posições no grid foi Russell, que viu o carro entrar em modo anti-stall. Dali em diante, viu-se brigando conta os carros de Williams, Haas e o Aston Martin de Fernando Alonso na remontada rumo aos pontos.
O problema de Russell fez Antonelli ganhar um posto, enquanto Bortoleto, que largou em 14º, também conquistou um lugar, logo atrás de Ocon e à frente de Colapinto. Enquanto isso, na frente, a perseguição de Norris a Piastri seguia intensa, assim como Hamilton sobre Verstappen, a somente 0s3 de distância.
Como já era esperado, a natureza travada do Hungaroring bloqueou totalmente o efeito ioiô que o gerenciamento da bateria causa principalmente nas primeiras voltas. Para se ter uma ideia, com 9 voltas já completadas, Hamilton não conseguia passar Verstappen e já via Piastri 4s2 à frente na liderança. E a cada volta, a estratégia da Ferrari ficava mais comprometida, considerando o stint inicial de macios.
Enquanto Russell abria caminho facilmente e já se colocava em 11º na volta 12, a McLaren começava a pensar na tática. Só que enquanto Piastri se mostrava satisfeito com a performance dos pneus, Norris reclamava do ar sujo. Até então, o “plano A” era o do australiano, ainda que fosse difícil prever qual seria.

Na volta 13, Hamilton foi para a troca de pneus. Em 2s6, a Ferrari colocou um jogo de duros e devolveu o #44 atrás de Arvid Lindblad, em nono. Verstappen, por sua vez, mantinha-se em terceiro, a 4s1 de Piastri.
A Red Bull, então, logo chamou Max para a troca para bloquear a tentativa de undercut de Hamilton, mas não deu certo. Só que era Verstappen ao volante, e ele recuperou o posto na abertura do giro 16, na freada da curva 1 com certa facilidade, até.
Antes da manobra, também na 16, Valtteri Bottas entrou nos boxes lento, com fogo nos freios dianteiros esquerdos. Na sequência, a McLaren chamou Piastri para trocar pneus, e a Ferrari fez o mesmo com Leclerc. Os dois retornaram em quarto e oitavo, respectivamente.
Norris assumiu a ponta até o instante em que a McLaren também o chamou para a troca de pneus, na volta 18. O bom trabalho fez Lando retornar ainda em segundo, entre Piastri e Verstappen, enquanto Antonelli passou a ser o líder, ainda sem paradas.
Hadjar era o segundo colocado, mas não conseguiu resistir aos ataques do quarteto da ponta, já com pneus trocados. A Red Bull, então, parou o francês na volta 20, retornando em décimo, logo à frente dos pilotos da Audi, ainda sem paradas.

A troca de Hülkenberg veio na sequência, enquanto Gabriel permaneceu por mais alguns giros. Na frente, Antonelli seguia na ponta com 12s de vantagem para Piastri. Pela previsão da Pirelli, seria possível esticar o stint de médios até a volta 32.
Na volta 22, no entanto, Antonelli começou a perder rendimento em relação à Piastri, com a diferença caindo para 9s. E a Mercedes, então, chamou o #12 aos boxes e fez a troca em 2s1, devolvendo-o à pista de duros atrás de Leclerc, em sexto, enquanto Russell, ainda sem parada, vinha logo atrás.
O pit-stop de Antonelli fez Piastri recuperar a liderança, 1s à frente de Norris, que levava 3s8 para Verstappen. Hamilton, Leclerc, Kimi, Russell, Hadjar, Bortoleto e Alonso eram os dez primeiros, sendo que os dois últimos ainda não haviam parado.
Antonelli, então, apertou o ritmo e começou a tirar consistentemente a diferença de 6s para Leclerc. Não demorou, claro, para o monegasco começar a reclamar da “perda de tempo” atrás de Hamilton, que perdeu bastante rendimento depois da troca de pneus.
Volta 29, Antonelli já vinha a 2s5 de distância para Leclerc. Mais à frente, Verstappen reclamava do câmbio, ao passo que Norris dava uma passeada pela grama e perdia mais contato com Piastri.

Bortoleto finalmente entrou nos boxes na volta 30, e a Ferrari fez o mesmo com Hamilton, a segunda parada do #44. Isso abriu caminho para Leclerc tentar respirar um pouco, uma vez que Antonelli já vinha a apenas 1s4 de distância. Bortoleto, por sua vez, voltou em 14º.
“Hamilton parou, temos de aumentar o ritmo, Oscar”, avisou a McLaren, ao passo que Piastri explicou que não seria tão fácil por causa da inconsistência dos pneus.
A partir dali, começou o apelo de Norris para que Piasti o deixasse passar sob o argumento de que estava muito mais rápido, preocupado com Verstappen logo atrás. A McLaren disse que não seria possível, mas tirou Oscar do caminho ao pará-lo pea segunda vez.
Norris assumiu a ponta, e enquanto a novela das ‘papaya rules’ se desenrolava, Antonelli já surgia a míseros 0s9 de distância de Leclerc. Dali em diante, a perseguição foi intensa, com Kimi colando de vez na traseira da SF-26 #16 na volta 35 ao ficar somente 0s3 atrás.
Leclerc, no entanto, conseguiu resistir até a 37, quando foi chamado para a segunda troca de pneus e voltou em sétimo, atrás de Hadjar. Bastou um giro, porém, para deixar o #6 para trás e voltar a ficar atrás de Hamilton, só que a diferença que antes era de 1s agora encontrava-se em 9s.
Volta 39, e Piastri enlouqueceu quando foi tocado pelo retardatário Sainz, quase perdendo o controle do carro. “Sai do meu caminho, idiota!”, bradou Oscar, que acabou tomando um overcut de Norris quando teve de parar pela segunda vez. “O toque de Sainz nos custou muito”, ouviu o #81, que apenas limitou-se a dizer “não fala comigo”.
A segunda janela seguiu com Verstappen calçando um jogo de macios para as 28 voltas finais. Ele voltou em quinto, batendo roda com Leclerc, com pneus já na temperatura ideal, porém manteve-se à frente.
Volta 44, Antonelli era o líder, mas dificilmente resistiria por 26 giros sem mais uma troca. Para se ter uma ideia, Norris já aparecia a 0s6 de distância, com duros em melhores condições.
A primeira tentativa de ultrapassagem veio na freada da curva 1, na abertura do giro 45, mas Antonelli conseguiu se defender. Eles, então, seguiram colados pelo trecho mais seletivo do traçado. Piastri, em contrapartida, vinha 7s atrás.
Enquanto Bortoleto aparecia no top-10 graças à tática de uma parada, Norris tentava mais uma vez na curva 1, e o mergulho foi bem-sucedido dessa vez. Só que Kimi por muito pouco não deu o xis e recuperou na sequência, porém Norris conseguiu prevalecer na 3, assumindo de vez a liderança.
Antonelli, então, foi chamado para a segunda troca na volta 54, abrindo caminho para as Ferrari. Mas a corrida ganhou novo contorno quando o câmbio de Piastri quebrou na volta 56. Com a nova janela de paradas por causa do VSC, a Ferrari trouxe Hamilton e Leclerc para uma tentativa final, e Verstappen e Antonelli assumiram o segundo e o terceiro posto. Norris também calçou pneus macios, mantendo a liderança.
Já Bortoleto manteve-se na pista com o jogo de duros e acabou perdendo o décimo lugar nas voltas finais para Hülkenberg, que ainda superou Lindblad, terminando em nono.
F1 2026: resultado do GP da Hungria em Hungaroring
| POS | Piloto | Equipe | Diff |
| 1 | L NORRIS | McLaren Mercedes | 70 voltas |
| 2 | M VERSTAPPEN | Red Bull RBPT Ford | +15.080 |
| 3 | A.K. ANTONELLI | Mercedes | +18.728 |
| 4 | C LECLERC | Ferrari | +23.840 |
| 5 | L HAMILTON | Ferrari | +24.540 |
| 6 | I HADJAR | Red Bull RBPT Ford | +55.488 |
| 7 | G RUSSELL | Mercedes | +57.503 |
| 8 | L LAWSON | Racing Bulls RBPT Ford | + 1 volta |
| 9 | N HÜLKENBERG | Audi | + 1 volta |
| 10 | A LINDBLAD | Racing Bulls RBPT Ford | + 1 volta |
| 11 | G BORTOLETO | Audi | + 1 volta |
| 12 | P GASLY | Alpine Mercedes | + 1 volta |
| 13 | L STROLL | Aston Martin Honda | + 1 volta |
| 14 | F ALONSO | Aston Martin Honda | + 1 volta |
| 15 | F COLAPINTO | Alpine Mercedes | + 2 voltas |
| 16 | E OCON | Haas Ferrari | + 2 voltas |
| 17 | A ALBON | Williams Mercedes | + 2 voltas |
| 18 | C SAINZ | Williams Mercedes | + 2 voltas |
| 19 | O BEARMAN | Haas Ferrari | + 2 voltas |
| 20 | O PIASTRI | McLaren Mercedes | NC |
| 21 | S PÉREZ | Cadillac Ferrari | NC |
| 22 | V BOTTAS | Cadillac Ferrari | NC |