Christian Horner abriu o jogo e deu mais detalhes sobre a saída da Red Bull, anunciada em julho de 2025, quando teve de deixar o cargo de chefe da equipe após 20 anos para abrir passagem para Laurent Mekies. O britânico recordou o momento em que recebeu a notícia e afirmou que Jos Verstappen, pai de Max e com quem nunca nutriu uma relação muito amigável, não influenciou na decisão.

Após virar alvo de investigação por um suposto “comportamento inapropriado” com uma funcionária do time de Milton Keynes, ainda no início de 2024, a situação do dirigente foi se tornando cada vez mais insustentável nos meses seguintes. Embora tenha sobrevivido à pressão e permanecido no cargo para o ano passado, a queda de desempenho do carro e os atritos com Helmut Marko, ex-consultor da escuderia, resultaram na demissão logo depois do GP da Inglaterra.

Durante a participação na nova temporada de Drive to Survive, que estreia no dia 27 de fevereiro, Horner relembrou como tudo aconteceu e garantiu que sempre buscou dar o máximo pela Red Bull. “Depois do GP da Áustria, chegamos a Silverstone e Max [Verstappen] se classificou na pole, mas acabou terminando em quinto”, começou.

“24 horas depois, fui contatado para participar de uma reunião em Londres. Foi lá que me informaram que, operacionalmente, eu deixava de estar, a partir daquele momento, envolvido na condução da equipe de F1 da Red Bull”, revelou. “Sinto um verdadeiro sentimento de perda e mágoa. Foi tudo bastante repentino. Realmente não tive a chance de me despedir adequadamente”, pontuou.

Christian Horner afirmou que Jos Verstappen não influenciou na saída da Red Bull (Foto: Red Bull Content Pool)

“Nunca imaginei estar nessa posição. Claro, a reação imediata quando lhe entregam uma bomba dessas é: ‘Foda-se eles’. Algo foi tirado de mim que não foi por minha escolha, algo que era muito precioso para mim. Sempre dei o meu melhor. Fiz o meu melhor pela minha equipe, pelas pessoas que eu representava. O desempenho neste ano não foi tão forte quanto anteriormente”, completou.

Na sequência, Horner foi questionado se Jos Verstappen teria de certa forma influenciado a cúpula da Red Bull a tomar tal decisão, já que ambos tinham uma relação conturbada. O dirigente negou que esse seja o caso e disse que Oliver Mintzlaff e Marko, CEO e ex-consultor da equipe, respectivamente, foram os responsáveis pelo fim da parceria.

“O pai [de Max] nunca foi meu maior fã. Foi bastante crítico em relação a mim, mas não acredito que os Verstappen tenham sido responsáveis de forma alguma. Acho que essa foi uma decisão tomada por Oliver Mintzlaff, com Helmut aconselhando dos bastidores”, destacou. “No fim das contas, as coisas mudaram dentro da empresa, dentro do grupo, quando o fundador morreu. Após a morte de Dietrich [Mateschitz], provavelmente fui considerado como alguém que, talvez, tivesse controle demais”, encerrou.

A Fórmula 1 retorna de 5 a 8 de março em Melbourne, palco do GP da Austrália, abertura da temporada 2026.

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