A McLaren enfim venceu a primeira na temporada 2026 da Fórmula 1. Lando Norris perdeu a liderança para Oscar Piastri logo na largada, mas aproveitou o toque de Carlos Sainz no australiano para fazer o undercut e vencer o GP da Hungria deste domingo (26). Max Verstappen finalizou na segunda colocação, enquanto Andrea Kimi Antonelli fechou o pódio e ampliou ainda mais a vantagem na liderança do campeonato: agora são 50 pontos à frente de Lewis Hamilton.
O heptacampeão, inclusive, recebeu outra punição de 5s por excesso de velocidade nos boxes, que o fez cair da quarta para a quinta colocação — companheiro de Ferrari, Charles Leclerc herdou o quarto lugar. Isack Hadjar teve uma atuação mais discreta e cruzou a linha de chegada na sexta posição, logo à frente de George Russell, que teve um problema na largada e chegou a cair para o fundo do pelotão.
Liam Lawson levou a Racing Bulls ao oitavo lugar, enquanto Nico Hülkenberg pontuou pela primeira vez na temporada com a nona colocação. Arvid Lindblad fechou o grupo dos dez primeiros, apenas 0s9 à frente de Gabriel Bortoleto, que finalizou em 11°. O brasileiro segurou o décimo lugar até as últimas voltas. Após largar de macios, esticou o stint ao máximo para fazer somente uma parada, e a estratégia se pagou até o instante em que começou a reclamar de algum problema no carro.
A Fórmula 1 agora entra de férias. A categoria retoma as atividades da temporada 2026 de 21 a 23 de agosto, com o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.

Confira o que os 22 pilotos da F1 disseram após o GP da Hungria:
Lando Norris, primeiro: Norris exalta ritmo da McLaren após vitória na Hungria: “Um dos melhores que já tive”
Max Verstappen, segundo: Verstappen admite surpresa com 2° lugar no GP da Hungria: “Não esperava subir ao pódio”
Andrea Kimi Antonelli, terceiro: Antonelli exalta estratégia da Mercedes e diz que “limitou danos” com 3º lugar na Hungria
Charles Leclerc, quarto: Leclerc reclama de inconsistência da Ferrari na Hungria: “O contrário do que esperava”
Lewis Hamilton, quinto: Hamilton rebate Ferrari e diz que “não deveria ter parado” com safety-car virtual na Hungria

Isack Hadjar, sexto: Hadjar reclama de inconsistência dos pneus médios na Hungria: “Arruinou corrida”
George Russell, sétimo: Russell explica problema com W17 em largada da Hungria: “Nada que pudesse fazer”
Liam Lawson, oitavo: “Foi uma boa corrida para nós. A primeira curva e a primeira volta foram muito importantes para mim, porque tive uma classificação desafiadora ontem. Após um início forte, sabíamos que tínhamos uma corrida longa pela frente, mas o carro simplesmente teve um ritmo muito bom ao longo de toda a prova. Agradeço à equipe que tomou a decisão certa sobre a estratégia de duas paradas. Ter dois carros nos pontos é uma ótima maneira de encerrar a primeira metade da temporada. Estar indo para a pausa de verão em quinto lugar no Mundial de Construtores é um reflexo de todo o trabalho árduo que a equipe tem colocado até agora este ano. Embora esteja ansioso para recarregar as energias nas próximas semanas, estou animado para levar esse embalo adiante para Zandvoort”
Nico Hülkenberg, nono: Hülkenberg celebra 9º lugar na Hungria e primeiros pontos “gratificantes” na F1 2026
Arvid Lindblad, décimo: “É um ótimo resultado para a equipe conquistar pontos com ambos os carros novamente e subir para a quinta posição no Mundial de Construtores — há muitos motivos para comemorar. O time fez um trabalho incrível no desenvolvimento do carro, e é muito bom ver todo esse esforço sendo recompensado. Não foi uma corrida fácil para ninguém no pelotão intermediário — foi uma prova exigente tanto mental quanto fisicamente, e travamos uma batalha difícil contra a Audi. Não consegui aproveitar a largada tão bem quanto gostaria, mas são lições que levarei para a segunda metade da temporada. No geral, foi uma primeira metade do ano muito positiva, e vamos para a pausa de verão com um ótimo ritmo. Estou ansioso para retornar renovado e dar continuidade ao que conquistamos até agora”

Gabriel Bortoleto, 11°: Bortoleto fica satisfeito com resultado em “complexo” GP da Hungria: “Consegui o que dava”
Pierre Gasly, 12°: “A sensação na pista foi ruim. Realmente não consigo pilotar como gostaria — o carro não responde bem de jeito nenhum e temos muito trabalho pela frente. Começamos o ano provavelmente disputando a ponta do pelotão intermediário. Claramente caímos na hierarquia, e será muito importante encontrar esse desempenho e aplicá-lo ao carro para a segunda metade da temporada. Entendemos que o pacote de atualizações não está funcionando. Isso é bom por um lado — agora só precisamos consertar, e está bem claro o que não está certo. Obviamente, teremos peças novas chegando em Zandvoort, e será importante garantir que o desempenho apareça”
Lance Stroll, 13°: “Eu me senti bem no carro hoje e foi bom sentir que estávamos competindo de verdade novamente. Ainda não estamos onde queremos, então há mais trabalho a fazer, mas agora estamos na briga. Quanto mais voltas completarmos com esse pacote, mais desempenho conseguiremos extrair. É a atualização mais promissora que tivemos em muito tempo, e há mais novidades chegando para Zandvoort — por isso, é positivo ver que estamos avançando na direção certa”
Fernando Alonso, 14°: Alonso exalta evolução da Aston Martin na Hungria e vê “boa base para trabalhar”
Franco Colapinto, 15°: “Foi uma tarde muito desafiadora e, de modo geral, faltou bastante ritmo. Após as três primeiras voltas, comecei a ter dificuldades com o carro e, infelizmente, nunca consegui realmente recuperar o desempenho. Mesmo com pneus novos, continuávamos muito lentos e distantes do ritmo ideal — precisamos entender o motivo — talvez houvesse algum dano, pois tanto o equilíbrio quanto a aderência não estavam ideais. Vamos analisar com a equipe. Entramos na pausa sabendo que precisamos continuar trabalhando duro. Nas corridas anteriores a esta, pontuamos, mas precisamos melhorar. A Aston Martin mostrou que é possível dar um grande salto de desempenho, e espero que possamos fazer o mesmo em breve, quando trouxermos atualizações. Vou ficar na Hungria por mais alguns dias para participar do teste da Pirelli, mas depois entrarei em férias de verão para descansar, a fim de chegarmos a Zandvoort prontos para retomar o trabalho”
Esteban Ocon, 16°: “Tivemos uma boa largada mais uma vez — estávamos quase na zona de pontuação, o que foi muito bom, mas não conseguimos segurar os carros que vinham atrás. Infelizmente, não temos velocidade suficiente para mantê-los atrás de nós. Os pneus também sofreram bastante desgaste, então precisamos buscar formas de melhorar o desempenho do carro. Precisamos focar nas próximas atualizações e torcer para que façam a diferença, a equipe vai trabalhar nisso. Há muitos pontos positivos a destacar neste fim de semana da minha parte — estou muito satisfeito por termos conseguido extrair o máximo do carro e mantido a consistência de sexta a domingo. Agora, só precisamos de mais desempenho”
Alexander Albon, 17°: “Este foi um fim de semana difícil para nós — foi uma verdadeira batalha na pista. Sabíamos que o traçado não nos favoreceria e que iria expor nossas fraquezas. Enfrentamos problemas de equilíbrio durante todo o fim de semana e fomos muito afetados pelo vento hoje, sofrendo com a saída de frente e falta de consistência. Tive dificuldade para encontrar um ritmo devido às mudanças na direção do vento e às rajadas. Sabemos o que precisamos corrigir, e acredito que o trabalho sendo realizado na fábrica representa o maior esforço coletivo da equipe que já vi para combater esses problemas. Creio que estamos tomando as medidas certas para retomar o caminho certo — é apenas uma pena estarmos nesta situação. Espero que possamos descansar bem como equipe e voltar mais fortes após a pausa de verão”
Carlos Sainz, 18°: Sainz se defende, mas assume que “comunicação melhor” evitaria toque em Piastri na Hungria
Oliver Bearman, 19°: “Foi um dia muito longo, como já prevíamos. A falta de ritmo de classificação foi agravada na configuração de corrida, pois o carro escorregou bastante e o desgaste de pneus também não ajudou. Além disso, simplesmente não conseguia ultrapassar — fiquei preso no tráfego e, de qualquer forma, não tinha ritmo. Precisamos entender por que Spa foi tão bom e este fim de semana foi tão ruim, pois a sensação foi o oposto completo e perdi toda a confiança no carro. Não dei uma volta sequer neste fim de semana me sentindo bem com o carro, então precisamos entender o motivo e analisar a situação com muita atenção e profundidade”
Oscar Piastri, NC: Piastri admite “dia difícil” na Hungria e reprova atitude da McLaren: “Fiquei chateado”
Sergio Pérez, NC: “Foi uma corrida desafiadora. No primeiro stint, tive muita dificuldade com o equilíbrio e o carro estava deslizando bastante, mas consegui adaptar minha pilotagem e o segundo stint foi muito melhor. Ainda sentia que havia algo errado com o carro, por isso é importante entendermos exatamente o que estava acontecendo. Como somos uma equipe nova, esperamos enfrentar alguns desafios, mas é frustrante ter passado por alguns problemas recentemente. Vamos aproveitar a próxima semana, antes do período de paralisação, para trabalhar duro em todas as áreas e garantir que voltemos mais fortes para a segunda metade da temporada”
Valtteri Bottas, NC: “Infelizmente, minha corrida chegou ao fim devido ao superaquecimento dos freios. É uma pena, pois tínhamos atualizações para melhorar a refrigeração dos freios, mas não foi suficiente dadas as condições extremas e as características deste circuito. É mais um aprendizado para nós como equipe, e vamos aproveitar a semana anterior à pausa de verão para tentar resolver esse problema e evitar que se repita. Ainda há pontos positivos a destacar no fim de semana, já que estivemos mais próximos da Williams do que antes. O início da temporada tem sido desafiador, como era de se esperar para um time novo, mas temos muitos momentos de orgulho e boas perspectivas para a segunda metade do ano”
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