A temporada 2026 é cercada de expectativas na Alpine, que apostou ainda em 2025 em antecipar o foco do desenvolvimento para o carro do campeonato deste ano — já equipado com motores Mercedes. No entanto, o diretor-geral da equipe, Steve Nielsen, tratou de colocar os pés no chão ao afirmar que “não existe mágica” na Fórmula 1, reforçando a importância de seguir construindo o time passo a passo.
A Alpine tem sido uma decepção nas últimas temporadas, acumulando resultados frequentemente aquém do esperado. A vitória de Esteban Ocon no GP da Hungria de 2021 e o duplo pódio com Ocon e Pierre Gasly no GP de São Paulo de 2024 foram exceções à regra, em contextos absolutamente circunstanciais.
Franco Colapinto, que será companheiro de Gasly em 2026, afirmou que a Alpine “não tem mais desculpas” na temporada deste ano da F1 — discurso que foi, de forma indireta, relativizado por Nielsen, braço direito de Flavio Briatore no comando da equipe. O dirigente ressaltou que ainda há um caminho a ser percorrido até que o time volte ao topo, posição que ocupou quando competia sob os nomes Benetton e Renault, com Michael Schumacher e Fernando Alonso, respectivamente, ao volante.
“Temos de passar os próximos anos construindo, e é um processo lento e desgastante. Isto é a F1 — não existem soluções mágicas. Simplesmente se precisa corrigir um milhão de detalhes — em estruturas, em pessoas. Mais do que tudo, este é um negócio de pessoas. De certa forma, reaprendi essa lição”, disse o diretor-geral da Alpine.

“É um clichê, mas é uma equipe de corrida. Está cheia de pessoas com espírito competitivo. Teve resultados mistos recentemente, mas acredito que exista paixão e vontade de recolocá-la no lugar onde já esteve no passado. A dedicação é enorme, do topo até a base da empresa”, prosseguiu.
“Queremos que a equipe seja melhor, e paciência e F1 não combinam muito bem, mas essa é a missão. É meu trabalho coordenar isso, fortalecer as áreas que são boas, reforçar novamente as áreas em que somos fracos e trazer bom senso e consistência para a gestão”, completou o dirigente.
Nielsen evitou ser enfático, mas relembrou o impacto negativo das diversas mudanças pelas quais a Alpine passou nos últimos anos. No período, Otmar Szafnauer, Bruno Famin, Oliver Oakes e o próprio Briatore ocuparam o cargo de chefe de equipe.
“Houve mudanças demais nos últimos anos em Enstone. Não critico nenhum dos meus antecessores, mas é hora de paciência, bom senso e consistência”, encerrou o diretor-geral da Alpine.
A Fórmula 1 está de férias. Os carros voltam a acelerar de 26 a 30 de janeiro em testes privados em Barcelona. Depois, seguem para o Bahrein para mais duas sessões da pré-temporada: de 11 a 13 de fevereiro e de 18 a 20 de fevereiro. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades de 2026.
▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2
F1 hoje: saiba aqui as notícias mais importantes do dia da Fórmula 1
▶️ Ferrari revela SF-26 com mistura de detalhes brancos e pretos para F1 2026
▶️ Audi aposta em formação de pilotos e cria programa de desenvolvimento na F1
▶️ Cadillac analisa “o que pode controlar” e estabelece meta para temporada 2026 da F1