Lewis Hamilton chegou à Ferrari cercado por grandes expectativas, mas que passaram longe de serem correspondidas no ano passado. No entanto, deu a volta por cima em 2026 e atualmente está na vice-liderança do campeonato, 50 pontos atrás de Andrea Kimi Antonelli. Bicampeão mundial de Fórmula 1, Emerson Fittipaldi explicou que os carros atuais têm menos pressão aerodinâmica, o que torna a pilotagem mais difícil — razão pela qual acredita que o piloto do #44 evoluiu, já que o talento ficou mais evidente. O brasileiro também relembrou que foi tão criticado quanto o inglês nas passagens pela F1 e Indy.
Além de contar com uma SF-25 pouco competitiva, Hamilton sofreu com a adaptação e sequer subiu ao pódio no primeiro ano de Ferrari. Além disso, diversas vezes se deixou abalar pela falta de resultados e deu várias entrevistas melancólicas, chegando até a dizer que a equipe deveria trocar de piloto.
No entanto, a stiuação mudou totalmente com a introdução do novo regulamento, que obrigou todos os times a fazerem um carro inteiramente do zero. Lewis teve uma participação considerável no desenvolvimento da SF-26 e logo de cara já se sentiu mais à vontade. Os resultados, então, começaram a aparecer e a primeira vitória vestindo vermelho veio no GP da Catalunha.
Fittipaldi apontou um fator que poucos comentam a respeito da volta por cima do heptacampeão: o tamanho da nova geração de carros, que é menor que a anterior. Importante lembrar que o piloto do #44 teve dificuldade com os modelos de efeito-solo que ficaram na categoria entre 2022 e 2025, que também contavam com bastante pressão aerodinâmica em relação aos atuais.

“Uma coisa sobre a qual quase ninguém fala é o carro novo. É menor, e é preciso se contentar com menos downforce, o que na minha opinião torna o trabalho ao volante mais complicado — ficou mais difícil ser rápido. É por isso que acho que realça ainda mais o talento. E esse é um dos motivos pelos quais Lewis conseguiu melhorar”, explicou o bicampeão ao site oficial da F1.
Além da mudança nos carros, Emerson acredita que o fato de Hamilton estar mais familiarizado com as pessoas e o ambiente de trabalho na Ferrari também contribuem para a evolução em 2026.
“Ele tem uma boa sensibilidade para o carro e o controla porque é um piloto extremamente talentoso. Além disso, este é o segundo ano dele na Ferrari — ele conhece os engenheiros e já está familiarizado com o sistema também”, salientou.
Fittipaldi também destacou que foi tão criticado quanto Lewis. O brasileiro passou 11 temporadas na Fórmula 1 até migrar para a Indy em 1984. Apesar de não vencer no primeiro ano na categoria, conseguiu se adaptar posteriormente e não só foi campeão em 1989, como venceu as 500 Milhas de Indianápolis em duas oportunidades: no ano do título e em 1993.

“Ainda me lembro muito bem do ano passado. A mesma coisa aconteceu comigo na Indy e na Fórmula 1. Conforme você envelhece, as pessoas dizem que você não consegue mais pilotar, e em 2025 Lewis foi alvo de críticas de todos os lados”, ressaltou.
“Mas agora ele está competitivo de novo, e isso é bom para o esporte e para os fãs. Fiquei muito feliz quando vi o quanto Lewis e a Ferrari são rápidos. É fantástico vê-los vencendo novamente”, finalizou.
A Fórmula 1 está de férias. A categoria retoma as atividades da temporada 2026 de 21 a 23 de agosto, com o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.
▶️ F1: confira o calendário completo de 2026
▶️ Inscreva-se nos canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GPTV