A Fórmula 1 discutiu uma mudança no regulamento para reduzir as pressões mínimas dos pneus Pirelli e atender às reclamações dos pilotos sobre a dirigibilidade dos carros. No entanto, as equipes rejeitaram a proposta, encerrando as conversas e mantendo os atuais parâmetros para a sequência da temporada 2026.
Segundo informações do site britânico The Race, a Pirelli está ciente das reclamações dos pilotos e apresentou recentemente uma proposta que permitiria reduzir as pressões mínimas dos pneus na segunda metade da temporada. A ideia previa a introdução de uma regra segundo a qual um carro que sofresse falha na aerodinâmica ativa e não conseguisse acionar o modo de reta teria de abandonar a prova imediatamente.
Caso a medida fosse aprovada, a fabricante italiana poderia reduzir as pressões dos pneus a um nível considerado mais adequado pelos pilotos, com estreia prevista já para o GP dos Países Baixos, logo após a pausa de verão. Entretanto, a alteração dependia de amplo apoio das equipes, que consideraram a mudança desnecessária.
Ainda de acordo com o The Race, parte das equipes não queria modificar as pressões dos pneus no meio da temporada por receio de comprometer o equilíbrio competitivo alcançado até o momento. Outras equipes também rejeitaram a proposta por não quererem correr o risco de perder um bom resultado já alcançado na atual temporada em razão de falhas na aerodinâmica ativa.

Com esse cenário, tudo indica que as atuais pressões elevadas permanecerão em vigor até o fim da temporada e, possivelmente, também durante todo o campeonato de 2027, apesar de diversos pilotos terem afirmado que os pneus atuais são mais difíceis de aquecer, exigindo um gerenciamento mais cuidadoso ao longo das corridas.
A Fórmula 1 está de férias. A categoria retoma as atividades da temporada 2026 de 21 a 23 de agosto, com o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.
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