A onda de ataques online feitos por fãs da Fórmula 1 criou um novo alvo: Esteban Ocon. O piloto da Haas se envolveu em um toque com Franco Colapinto no GP da China, realizado no domingo (15), e foi às redes sociais assumir a responsabilidade pelo incidente e se desculpar com o rival, o que gerou uma chuva de ameaças de torcedores argentinos. Após a repercussão, o piloto da Alpine e a empresa que agencia a carreira dele se manifestaram em defesa ao francês.
O acidente aconteceu logo depois Colapinto deixar os boxes, na volta 33. Na sequência da disputa, Ocon tentou uma ultrapassagem por dentro na curva 2, mas acabou tocando o carro do argentino, o que fez ambos rodarem. Os comissários da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) consideraram o francês totalmente responsável pelo incidente e aplicaram uma penalidade de 10s durante a prova. Apesar disso, decidiram não acrescentar pontos na superlicença do piloto.
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Mesmo após o toque, Colapinto conseguiu se recuperar e terminou a prova em décimo lugar, garantindo o primeiro ponto na F1 desde o GP dos Estados Unidos de 2024. Ocon, por sua vez, cruzou a linha de chegada em 14º, uma volta atrás dos líderes.
Após a corrida, o francês usou as redes sociais para reconhecer o erro e pedir desculpas ao rival. O piloto da Haas também avaliou que assumiu riscos excessivos na disputa pelas últimas posições dentro da zona de pontuação.
“Antes de tudo, peço desculpas ao Franco. Assumo total responsabilidade por isso e fico feliz que ele tenha conseguido marcar pontos, porque fez uma grande corrida”, escreveu.
“Muitas coisas para revisar depois de hoje. Tivemos uma ótima largada, mas não tivemos sorte com o momento do safety-car, que comprometeu nossa estratégia. Vamos continuar pressionando e sei que os resultados vão aparecer”, afirmou.
O incidente acabou gerando uma onda de ataques nas redes sociais contra o piloto da Haas, incluindo mensagens ofensivas e até ameaças após o pedido público de desculpas. Em defesa do francês, Colapinto respondeu nas redes sociais aceitando o pedido.
“Tudo certo, amigo! Obrigado pelo pedido de desculpas. Nos vemos em breve”, escreveu o argentino.

A situação também motivou uma manifestação da Bullet Sports Management, empresa responsável pela carreira de Colapinto, que pediu aos fãs que parassem com as mensagens de ódio dirigidas a Ocon.
“Por favor, não enviem ódio ou ameaças de morte ao Esteban, à família dele ou à equipe Haas. Isso não vai desfazer o acidente e apenas prejudica a imagem dos fãs do Franco. Obrigado por manter o apoio positivo e respeitoso”, declarou a empresa.
Essa não é a primeira vez que torcedores argentinos vão à internet atacar rivais de Colapinto na F1. Em 2025, Jack Doohan — que iniciou a temporada como titular da Alpine — revelou que o próprio pai, Mick, foi alvo de ódio online por um suposto post ironizando o acidente de Franco no GP da Emília-Romanha. O australiano alegou que a imagem foi fabricada e pediu para que a família parasse de ser assediada.
A Fórmula 1 retorna em duas semanas, entre os dias 27 e 29 de março, com o GP do Japão, em Suzuka.
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