Ex-chefe da BAR na Fórmula 1, Craig Pollock é um dos nomes que busca entrar no grid da categoria e montar a 11ª equipe, e com um conceito diferente: o time proposto pelo empresário terá a igualdade de gêneros na distribuição de empregos, com 50% de homens e 50% de mulheres.
Fundador da BAR em 1999 e chefe da equipe até 2002, Pollock também é conhecido no meio do automobilismo por ter sido empresário de Jacques Villeneuve, inclusive ajudando na transferência do canadense da Williams para a nova equipe ao fim de 1998. O projeto de Craig é a Formula Equal, equipe com propósito de dar mais oportunidade e espaço a mulheres em diferentes áreas do automobilismo.
“Nossa ambição é oferecer e construir oportunidades e caminhos para que as mulheres cheguem ao mais alto nível no automobilismo. O conceito e a ideia é tentar construir uma equipe de Fórmula 1 – 50% masculina, 50% feminina – o que é extremamente difícil de fazer se você já tem uma equipe de Fórmula 1. É muito mais fácil com uma folha de papel em branco”, disse à CNN.
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Em relação a ter uma pilota, Pollock opinou que “seria absolutamente fantástico”. No entanto, enfatizou o compromisso em ter a presença feminina em todos os setores. “Para deixar bem claro, não se trata apenas de mulheres pilotando carros de Fórmula 1. Isso se aplica a toda a equipe; queremos isso até o nível da diretoria, se pudermos. Gostaríamos de ter uma equipe de Fórmula 1 com igualdade de gênero”, enfatizou.
Em relação aos recursos para fazer a ideia se tornar real, Pollock indicou que será de um país que vem da região do Golfo Pérsico, e há rumores que seja a Arábia Saudita. No entanto, o britânico não se aprofundou tanto em relação ao assunto.
“Estamos em intensas discussões com, eu diria apenas, um país da área do Golfo. Não estou realmente em posição de falar sobre isso e ser totalmente aberto sobre isso neste momento – mais informações virão em um futuro muito próximo. E só espero que dê certo porque é preciso muito dinheiro”, afirmou.
“Obviamente, isso está ligado à igualdade, diversidade, inclusão e sustentabilidade. Não é uma questão de eu ir até eles [o país do Golfo]”, disse ele. Na verdade, são eles que nos procuram porque temos uma operação chave na mão com o plano de negócios, com todos os custos e tudo pronto para andar”, pontuou Pollock.
A Fórmula 1 também está se movimentando aos poucos para também promover mais mulheres nas pistas com a F1 Academy, que terá sua primeira temporada agora em 2023. O campeonato tem ao todo 15 pilotas, correndo por cinco equipes diferentes e terá Susie Wolff como diretora-gerente.