O regulamento da temporada 2026 da Fórmula 1 é alvo de inúmeras críticas, tanto do público quanto dos pilotos. Stefano Domenicali, CEO da categoria, ressaltou que não estão tentando calar ninguém, mas salientou que os comentários precisam ser construtivos, já que considera que há um caminho que precisam trilhar juntos. O dirigente também avaliou que o esporte vive uma ótima fase e que está no auge em termos de público.
As regras de 2026 introduziram um propulsor que tem a potência dividida em 50% vinda do motor a combustão e 50% proveniente da parte elétrica. Com isso, os pilotos precisam administrar a energia o tempo todo, o que também tornou as ultrapassagens completamente artificiais, já que os carros perdem muita velocidade no meio das retas.
As críticas foram tantas que a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) já promoveu mudanças na unidade de potência para a temporada 2027. Um dos principais críticos foi Max Verstappen, que detonou o regulamento ainda na pré-temporada, afirmando que os novos carros “pareciam um Fórmula E com esteroides“. Além de enfatizar que o modelo não é divertido de pilotar, considerou até deixar a categoria.
Outros competidores também criticaram o regulamento, como Lewis Hamilton, Fernando Alonso, Lando Norris, Oscar Piastri e Oliver Bearman. Recentemente, o australiano destacou que há poucas coisas no controle dos pilotos e que os grids de largada são definidos por computadores. Em meio à repercussão negativa, Domenicali disse que a F1 não vai calar a boca de ninguém, mas ressaltou que as críticas precisam ser construtivas.

“Vocês me conhecem, não estamos aqui para calar a boca de ninguém. A beleza do nosso esporte é que todos podem ter um ponto de vista, mas opinião é apenas opinião. Há alguém que tem a responsabilidade de estabelecer uma linha. Há certos pilotos que preferem, claro, certas coisas. Acho que, nesse processo, destacamos a necessidade de sermos construtivos nesse aspecto”, declarou o CEO da F1.
“Prefiro discutir as coisas a portas fechadas para encontrar soluções. Quanto mais se fala abertamente sobre certas questões que estão fora do contexto, menos a negatividade recai sobre o esporte. Ela passa a ser algo pessoal. Então, acho que todos entenderam isso”, salientou.
O italiano explicou que, como CEO da F1, precisa considerar o panorama geral, não somente as críticas dos pilotos, mas também o que teoricamente é melhor para o esporte como um todo, incluindo o aspecto comercial.
“Nesse sentido, como disse, vocês sabem muito bem o quanto respeito a joia que são nossos pilotos. Mas, é claro, eles precisam entender que há um caminho que precisamos trilhar juntos. E os fãs são sempre a prioridade acima de todos, até mesmo de mim. Os pilotos podem ter uma opinião pessoal, mas tenho o dever de avaliar o que é melhor para o esporte”, destacou.

Domenicali também defendeu a decisão de aumentar a eletrificação na categoria para atrair mais montadoras. “Volto a ressaltar que essa mudança esteve ligada a um motivo, e esse motivo era fundamental. Caso contrário, estaríamos aqui falando sobre nosso esporte, mas seria outra categoria. Portanto, isso foi ajustado”, enfatizou.
Por fim, o dirigente destacou o crescimento do número de fãs nos autódromo, o que acredita ser fruto do sucesso que estão fazendo. “A situação que estamos vivendo hoje é realmente ótima. O campeonato está no auge em termos de público, pessoas que vêm à pista e pessoas que, em todo caso, são torcedores novos ou antigos, que apreciam o sucesso do que estamos fazendo”, avaliou.
“O cenário é muito forte, muito sólido, com todas as partes interessadas hoje. Portanto, precisamos olhar para frente e garantir que o esporte esteja crescendo, como disse, todos juntos da maneira certa”, finalizou.
A Fórmula 1 está de férias. A categoria retoma as atividades da temporada 2026 de 21 a 23 de agosto, com o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.
▶️F1: confira o calendário completo de 2026
▶️Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GPTV