Diretor-executivo da Fórmula 1, Stefano Domenicali aproveitou a apresentação do motor Honda para a temporada 2026 para exaltar o que classificou como um “momento excelente do esporte”. O dirigente apontou o crescimento da audiência no Japão e avaliou que o retorno da montadora ao grid impulsiona o potencial no mercado japonês.
A Honda volta à F1 em 2026 em parceria com a Aston Martin, fornecendo a unidade de potencia para o time de Fernando Alonso e Lance Stroll. A gigante japonesa se interessou em retornar à categoria por conta do aumento dos elementos elétricos do motor e da introdução de combustíveis 100% sustentáveis.
Falando durante a apresentação do novo motor, que aconteceu nesta terça-feira (20) em Tóquio, Domenicali lembrou a história da F1 com o Japão e o crescimento da categoria no país.
“Este é um momento excelente para o esporte, enquanto a Honda e a Aston Martin se juntam para lutar pelo maior prêmio da F1”, disse Domenicali. “A Fórmula 1 começou a correr no Japão em 1976 antes de mudar para Suzuka em 1987, então existe uma profunda lealdade e conexão com um país onde um recorde de 13 Mundiais de Pilotos foram decididos ao longo dos anos. O esporte está crescendo no Japão, onde agora existem quase 17 milhões de apaixonados e incríveis fãs da F1. O GP do Japão, em Suzuka, no ano passada recebeu 266 mil espectadores e registrou um aumento de 26% na audiência televisiva no Japão em comparação com o ano anterior. A volta da Honda para a F1 neste ano impulsionará ainda mais o potencial do esporte no mercado japonês”, seguiu.

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Ainda, Domenicali exaltou o crescimento global da F1 e considerou que, com o novo regulamento, o campeonato passa pelo que definiu como a “maior reformulação da história do esporte”.
“Globalmente, o esporte está crescendo com 827 milhões de fãs ao redor do mundo. A estratégia da F1 é engajar os fãs em espaços onde as pessoas talvez não esperem encontra-la, como cultura, entretenimento, música, TV e cinema. Um esporte saudável é bom para todos os envolvidos. As equipes da F1 estão prosperando e gozando de uma robusta saúde financeira, atraindo patrocinadores de prestígio e demonstrando um poder de atração incomparável do ecossistema da F1 para marcas globais”, comentou. “A empolgante próxima geração de regulamento para 2026 é um dos fatores que trouxe a Honda de volta ao esporte. Esse regulamento verá atualizações tanto no chassi quanto na unidade de potência, na maior reformulação da história do esporte. Teremos um motor hibrido simplificado que funcionará com combustível sustentável avançado sem afetar o desempenho”, explicou.
“A F1 ecoa o compromisso da Honda e da Aston Martin com a sustentabilidade e está no caminho certo para atingir a meta de emissões liquidas zero até 200, tendo já alcançado uma redução de 26% nas emissões de carbono até o fim de 2024 em comparação com 2018. A F1 acolhe as inovações que estão por vir e trabalha com parceiros como a Honda para ultrapassar limites”, encerrou.
A Fórmula 1 está de férias. Os carros voltam a acelerar de 26 a 30 de janeiro em testes privados em Barcelona. Depois, seguem para o Bahrein para mais duas sessões da pré-temporada: de 11 a 13 de fevereiro e de 18 a 20 de fevereiro. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades de 2026.
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