Red Bull recupera 69 pontos da McLaren, mas números exigem cautela

A Red Bull diminuiu em 69 pontos a diferença para a McLaren no Mundial de Construtores ao longo das últimas cinco etapas analisadas pelo GRANDE PRÊMIO: Itália, Madri, Azerbaijão, Sepang e Singapura. No recorte, a equipe de Max Verstappen somou 143 pontos, contra 74 da rival.

O resultado combina a evolução de desempenho da Red Bull com problemas enfrentados pela McLaren. As etapas do Azerbaijão e de Sepang foram as que mais pesaram na diferença: juntas, produziram um saldo de 58 pontos favorável à equipe austríaca.

A análise, porém, faz uma distinção importante: não é possível atribuir uma parcela exata da recuperação à superioridade técnica da Red Bull e outra aos erros ou incidentes da McLaren. Abandonos, colisões e decisões estratégicas alteram os resultados, mas não permitem calcular automaticamente quantos pontos teriam sido conquistados em um cenário alternativo.

A sprint de Singapura oferece um exemplo. Em uma simulação na qual os dois pilotos da McLaren mantivessem as posições de quarto e quinto, a equipe teria somado oito pontos a mais. Isso reduziria o saldo da sequência de 69 para 61 pontos, mas continua sendo uma hipótese, não uma pontuação comprovadamente perdida.

Leia a matéria completa: Red Bull tira 69 pontos da McLaren em cinco etapas da F1 2026: quanto foi mérito e quanto veio de erros?.

Red Bull não ficará satisfeita até voltar a conquistar títulos

Apesar das vitórias de Verstappen em Sepang e Singapura, a Red Bull não considera que a recuperação esteja concluída. O diretor-técnico Pierre Waché afirmou que a equipe continuará trabalhando até voltar a disputar e conquistar campeonatos.

“Você nunca está satisfeito com o que alcança”, declarou Waché ao portal RacingNews365. O dirigente explicou que a evolução depende de testar soluções, aprender com as tentativas que não funcionam e continuar buscando ideias capazes de superar as dos adversários.

A temporada de 2026 também representa um desafio específico para a equipe: a Red Bull passou a competir com uma unidade de potência própria, enfrentando fabricantes estabelecidas como Mercedes, Ferrari e Honda. As duas vitórias recentes indicam um avanço de competitividade, mas não apagam as dificuldades enfrentadas no início do ano.

A mensagem de Waché é clara: a recuperação é um passo, não o objetivo final. A equipe quer transformar o progresso técnico em uma disputa consistente pelo título.

Leia mais: Red Bull rejeita “satisfação” por virada na F1 2026: “Só quando vencermos o campeonato”.

Horner admite pressão sobre Masi na decisão de 2021

Christian Horner (Foto: Fórmula E)

Christian Horner voltou a comentar um dos episódios mais controversos da história recente da Fórmula 1: a decisão do título de 2021, em Abu Dhabi, quando Max Verstappen ultrapassou Lewis Hamilton na última volta e conquistou seu primeiro campeonato mundial.

Em sua autobiografia, Drive, o ex-chefe da Red Bull reconheceu que pressionou Michael Masi, então diretor de provas, durante a intervenção do safety-car provocada pelo acidente de Nicholas Latifi. Horner queria que a corrida fosse retomada para permitir uma disputa direta entre Verstappen e Hamilton.

Na ocasião, cinco retardatários estavam entre os dois candidatos ao título. Inicialmente, a direção de prova indicou que eles não ultrapassariam os líderes, o que praticamente garantiria a chegada sob safety-car. Masi mudou a decisão e autorizou apenas os carros entre Verstappen e Hamilton a recuperar a volta, abrindo caminho para a relargada final.

Horner admitiu que usou a comunicação com a direção de prova para insistir que a corrida continuasse. A controvérsia levou a mudanças nos procedimentos de comunicação entre equipes e direção de prova e contribuiu para a saída de Masi da função.

Leia a matéria completa: Horner admite pressão sobre Masi em polêmico GP de Abu Dhabi: “O mundo queria ver”.

Mercedes recorreu a mecânicos afastados das corridas havia 15 anos

A Mercedes precisou reorganizar parte de sua equipe operacional para o GP de Singapura. Segundo Bradley Lord, vice-chefe da escuderia, lesões e problemas técnicos obrigaram o time a convocar substitutos — alguns deles sem trabalhar em um fim de semana de corrida havia 15 anos.

Mesmo com a formação alternativa, a equipe conseguiu manter um nível elevado de eficiência nos boxes. Lord destacou o trabalho dos mecânicos, embora a Mercedes não tenha registrado o pit-stop mais rápido da prova: a Red Bull trocou os pneus de Verstappen em 2s20, enquanto a parada de Andrea Kimi Antonelli levou 2s26.

O episódio mostra a importância da estrutura de apoio na F1. Além do desempenho do carro e dos pilotos, a execução de procedimentos em poucos segundos depende de treinamento, coordenação e capacidade de adaptação — especialmente quando a equipe precisa substituir integrantes de última hora.

Leia mais: Mercedes surpreende em Singapura com mecânicos que não faziam pit-stop há 15 anos.

F1 volta na próxima semana com o GP dos Estados Unidos

A Fórmula 1 está de folga neste domingo e retorna entre 23 e 25 de outubro, para o GP dos Estados Unidos, no Circuito das Américas, em Austin. A corrida principal será disputada no domingo, 25 de outubro, às 17h de Brasília.

Austin abre uma sequência de três etapas consecutivas, seguida pelos GPs da Cidade do México e de São Paulo. A próxima corrida também pode ser decisiva para a disputa do título: Andrea Kimi Antonelli terá a primeira oportunidade matemática de assegurar o campeonato, dependendo dos resultados dos rivais.

Confira a programação: Tem F1 na TV hoje? Saiba quando é a próxima corrida.

FAQ — F1 Hoje

Quantos pontos a Red Bull recuperou da McLaren nas últimas cinco etapas?

A Red Bull conquistou um saldo de 69 pontos sobre a McLaren no recorte das cinco etapas analisadas pelo GRANDE PRÊMIO. A diferença combina os resultados competitivos da equipe austríaca com problemas e incidentes enfrentados pela rival, sem permitir uma divisão causal exata.

O que Christian Horner admitiu sobre o GP de Abu Dhabi de 2021?

Horner reconheceu que pressionou Michael Masi, então diretor de provas, para que a corrida fosse retomada após a entrada do safety-car. A decisão sobre os retardatários permitiu a relargada entre Verstappen e Hamilton na última volta.

Quando será a próxima corrida da Fórmula 1?

O GP dos Estados Unidos acontece de 23 a 25 de outubro, em Austin. A corrida principal está marcada para domingo, dia 25, às 17h de Brasília.