A Fórmula 1 decidiu manter para a temporada 2026 a polêmica regra que obriga os pilotos a pararem duas vezes no GP de Mônaco. A determinação foi usada pela primeira este ano, mas gerou muita controvérsia, além de acusações de manipulação do resultado.

A obrigatoriedade dos dois pit-stops veio em reação ao que aconteceu na edição de 2024. Na ocasião, Sergio Pérez e os carros da Haas bateram forte logo depois da largada e provocaram bandeira vermelha.

Todos, então, aproveitaram para trocar os pneus médios pelos duros, e vice-versa, já que a bandeira vermelha permite a mudança de compostos. E para que não houvesse mais a necessidade de ter der ir aos boxes novamente, os pilotos correram em ritmo mais lento que o habitual até a bandeirada.

O anticlímax que marcou a vitória de Charles Leclerc em casa foi alvo de uma avalanche de desaprovação, e a F1 decidiu exigir que houvesse, no mínimo, mais uma troca na corrida de 2025, independentemente de situações em bandeira vermelha.

Liam Lawson executou com perfeição o jogo de equipe da Racing Bulls em Mônaco (Foto: AFP)

A intenção era justamente trazer algum elemento de incerteza, mas o que se viu este ano foi exatamente o contrário. Algumas equipes enxergaram na regra uma tática incomum, valendo-se da dificuldade para ultrapassar no travado circuito de rua de Monte Carlo.

A Racing Bulls, por exemplo, colocou os dois carros no Q3 e usou Liam Lawson para segurar todo o pelotão enquanto Isack Hadjar parava para trocar pneus. Depois foi a vez da Williams fazer o mesmo, com Alexander Albon e Carlos Sainz, e o espanhol chegou a descrever a estratégia como “manipulação”.

Reclamações à parte, a regra foi aprovada por votação eletrônica na última reunião do Conselho Mundial de Automobilismo e adicionada no regulamento esportivo de 2026. O artigo 6.3.6 diz o seguinte: “Para a corrida em Mônaco, cada piloto deve usar pelo menos três jogos de pneus de qualquer especificação durante a corrida.”

Um dos mais vocais contra o jogo de equipe em Mônaco foi George Russell. Por ter ficado no Q2, caiu na armadilha da Williams ao ficar preso atrás de Albon. A irritação foi tanta que Russell escolheu cortar a Nouvelle Chicane para ultrapassar o tailandês, sabendo que seria punido.

A F1 retorna neste fim de semana, de 1º a 3 de agosto, no Hungaroring, palco do GP da Hungria, 14ª etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.

GP da Hungria de F1: veja os horários em Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:

SessãoBRA*CBVPOR
ANG
MOZ
Treino livre 108:3010:3012:3013:30
Treino livre 212:0014:0016:0017:00
Treino livre 307:3009:3011:3012:30
Classificação11:0013:0015:0016:00
Corrida10:0012:0014:0015:00

*Horário de Brasília

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