Em que pese o Mundial de F1 neste ano ainda estar longe do seu início, boa parte do foco das equipes está voltado para 2021, quando a categoria vai viver uma grande revolução com a adoção do novo regulamento. Os novos carros vão ser 25 kg mais pesados que os atuais e, por conta das mudanças na aerodinâmica e em todos os aspectos, têm a tendência de ser até 3s5 mais lentos que a geração atual. Segundo Otmar Szafnauer, chefe da Racing Point, por exemplo, a tendência é que os carros da F1 possam ser até mais lentos que os da F2.
 
Mas Mario Isola, gerente global de esportes a motor da Pirelli, responsável pelo fornecimento dos pneus das duas categorias, discorda frontalmente. Mesmo reconhecendo que os próximos carros vão ser mais lentos, não há motivos para se preocupar, diz o dirigente italiano.
 
A título de comparação, Lewis Hamilton cravou a pole-position do GP de Abu Dhabi de 2019 com 1min34s779. No mesmo fim de semana, Sergio Sette Câmara faturou a posição de honra do grid da F2 em Yas Marina com 1min49s751. Ou seja, praticamente 15s de diferença entre o carro de F1 para o F2.

#iconeimagem Detalhe do novo carro da F1 para 2021 (Foto: Fórmula 1)
Isola entende que tal diferença entre os carros impede que, mesmo que a nova geração da F1 seja mais lenta que os carros da F2.
 
“Não concordo que a diferença entre os carros de F1 e da F2 vai ficar reduzida ao mínimo porque os carros atuais da F1 são provavelmente 10 a 12s mais rápidos que os F2. O regulamento não foi projetado para ter carros mais rápidos”, salientou o engenheiro em entrevista veiculada pelo site britânico ‘RaceFans’.
 
“O objetivo é completamente diferente: é ter carros que possam competir com mais ultrapassagens, mais ação na pista e menos efeito de carga aerodinâmica quando você acompanha outro carro. Todos esses são aspectos positivos para a F1. Provavelmente, os carros vão ser mais lentos por vários motivos: menos downforce e mais peso”, explicou.
 
Sendo assim, Isola descarta a possibilidade de os novos carros serem mais lentos que o da categoria de acesso à F1. “Os carros da F1 não vão ser mais lentos que os F2. Se um carro de F1 em 2021 for 2s ou 3s mais lento que o atual e tivermos um espetáculo muito melhor, o que importa a velocidade?”, indagou ao concluiu o dirigente da Pirelli.

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