Felipe Massa processa a Fórmula 1, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e Bernie Ecclestone, ex-chefão da categoria, em busca do reconhecimento como campeão mundial de 2008. O caso tem como base o escândalo ocorrido no GP de Singapura, quando a Renault ordenou que Nelsinho Piquet batesse propositalmente para beneficiar Fernando Alonso, que venceu a corrida. Em 2009, o brasileiro acusou o bicampeão de saber o que o time francês tinha planejado e acabou recebendo uma bronca da Ferrari, já que os dois seriam companheiros de equipe no ano seguinte.

O escândalo do ‘Crashgate’ foi revelado em 2009, pouco tempo depois de Piquet ser demitido da Renault. Tanto Flavio Briatore, chefe de equipe, quanto Pat Symonds, diretor de engenharia, foram banidos da F1, mas acabaram revertendo a decisão na corte francesa e concordaram em se afastar do Mundial. Nelsinho nunca mais correu na categoria. Alonso, por sua vez, se juntou à Ferrari no ano seguinte.

Na época, Felipe chegou a vocalizar pedidos para que o resultado do GP de Singapura fosse anulado, mas o estatuto da FIA tornou a opção impossível, já que segundo o Código Internacional Esportivo, a decisão do campeonato não poderia ser alterada após a cerimônia de premiação do órgão.

A investigação da entidade também não apontou evidências de que Alonso e a maior parte da equipe francesa sabiam do plano ou que ajudaram na execução — e que desta forma, na visão do órgão dirigente, seria injusto mudar o resultado.

Nelsinho Piquet bateu no maior escândalo da história da F1 (Foto: Reprodução/F1)

Um ano após o escândalo, Massa disse a jornalistas que estava convencido de que Fernando sabia o que havia acontecido, antes de receber uma carta da Ferrari que tentava o impedir de falar sobre o espanhol.

A carta foi enviada a Felipe antes de o bicampeão se juntar à equipe italiana em 2010, contratação que foi descoberta por ele pouco antes do acidente na classificação do GP da Hungria, em julho, mas que só foi anunciada pelo time em setembro. Massa disse que não assinou a carta e adotou uma abordagem diferente para lidar com a situação.

“Em outubro de 2009, também disse aos jornalistas que acreditava que Alonso sabia que tinha sido de propósito”, afirmou Massa em depoimento como testemunha.

“Quando a Ferrari descobriu, a GSA (empresa que administrava os contratos da equipe) me enviou uma carta em 16 de outubro de 2009 me repreendendo por ter feito comentários públicos sobre Fernando. Descobri antes do meu acidente em julho que ele pilotaria pela Ferrari na temporada 2010 da F1″, salientou.

Felipe Massa busca reconhecimento como campeão da F1 2008 (Foto: Rodrigo Berton/Warm Up)

“A carta foi assinada por Henry Peter (advogado da equipe). A Ferrari então redigiu uma declaração para eu emitir, mas me recusei. Em vez disso, apenas disse que era hora de olhar para o futuro”, encerrou.

A audiência na Superior Corte de Londres segue até esta sexta-feira (31) para definir se o processo movido por Massa seguirá adiante ou será arquivado.

Fórmula 1 volta de 7 a 9 de novembro direto do autódromo de Interlagos, no GP de São Paulo, que recebe a 21ª etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades IN LOCO.

▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2