Fernando Alonso sobreviveu ao GP da Bélgica deste domingo (19). Terminou em uma melancólica 19ª colocação, duas voltas atrás do vencedor Andrea Kimi Antonelli, e deixou claro que estava mais preocupado com a final da Espanha na Copa do Mundo do que com a corrida em si.
Tanto que pouco falou sobre a performance da Aston Martin no circuito de Spa-Francorchamps. “Demos o nosso melhor hoje, mas conhecíamos nossas limitações neste fim de semana. Coletamos dados valiosos para a equipe”, disse, lacônico.
A imprensa espanhola, porém, bombardeou Fernando de questionamentos sobre o seu futuro na Fórmula 1 em 2027 depois de dez corridas com este carro, que enfim verá atualizações para o final de semana seguinte, em Budapeste. É lá que o piloto acredita que terá uma real visão do que a equipe tem a oferecer para a sequência de sua carreira na categoria.
“Minha decisão não depende do desempenho deste ano. Tivemos um início ruim nesta temporada, e não posso me basear em uma performance que não reflete a realidade, ela é muito maior do que estamos vendo. Minha decisão está relacionada ao regulamento: pilotar esses carros em circuitos como Spa — ou Silverstone, anteriormente — não é o que sonho para o futuro”.

A Hungria parece mesmo o cenário ideal para o início do campeonato para Alonso e Aston Martin. O foco, segundo ele, estará em aproveitar ao máximo todas as sessões de treino e aprender tudo sobre as atualizações.
“Já disputamos dez corridas com este carro, e esta será a primeira em que chegaremos com um novo pacote. Será fundamental para nós entender a direção do acerto do carro, afinal, estamos na mesma situação e nada mudou”, disse.
“Esperamos que os dados coletados sejam úteis para a equipe, a aerodinâmica e os motores, visto que alteramos muitas coisas — como a bateria e vários componentes novos. Espero que o teste corra bem para todos esses componentes e que estejamos prontos para o próximo fim de semana”, disse um esperançoso Alonso.

Questionado também sobre as expectativas não atendidas pelo carro e pela equipe, o piloto tentou desconversas e manter as esperanças de que dias melhores virão. “Tínhamos grandes esperanças em relação a este regulamento, à chegada de Newey e ao motor Honda. Mas não as atendemos, foi, simplesmente, decepcionante”, analisou.
“Queremos dar a volta por cima, voltar à briga e espero que Budapeste marque o primeiro passo rumo a esse nível de desempenho — retomando o caminho certo e, quem sabe, avançando na direção ideal para a equipe”, concluiu.
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A Fórmula 1 retorna já no próximo fim de semana, com o GP da Hungria, 11ª etapa da temporada 2026. Será a última parada da categoria antes da pausa de verão.