As dificuldades enfrentadas pela Aston Martin nas duas últimas etapas da temporada 2024 da Fórmula 1, em Ímola e em Mônaco, tiveram o seu lado positivo, na visão de Fernando Alonso. O bicampeão afirmou que a equipe inglesa pôde entender melhor as fraquezas do carro, algo que será determinante não apenas para o resto do ano, como também para o futuro.
Na Emília-Romanha, a Aston Martin pontuou apenas com Lance Stroll em um distante nono lugar. Já na tradicional prova nas ruas de Monte Carlo, o desempenho foi ainda pior: Alonso caiu no Q1 e terminou em 11º, enquanto Stroll, que até avançou para o Q2, teve um furo de pneu quando lutava pelo décimo posto e ficou somente em 14º.
A performance é muito diferente da vista no ano passado, quando o time de Silverstone surgiu na primeira metade como segunda força e chegou a ameaçar Max Verstappen no mesmo GP de Mônaco tanto na classificação quanto na corrida, com Alonso batendo na trave da sonhada 33ª vitória na F1. Há, contudo, o lado bom.
“Esses dois fins de semana foram cruciais para entender nossas fraquezas, entender o carro, melhorar. Sempre se tira mais conclusões nas dificuldades do que nas vitórias, então estamos aprendendo muito, acredito, para o resto do ano, 2025 e 2026”, avaliou Alonso à imprensa.

“Essas duas corridas foram um grande sinal de alerta e serão muito boas para nós”, acrescentou, reforçando, todavia, que será necessário mais tempo até a Aston Martin trazer atualizações mais robustas.
“Tínhamos algumas dúvidas depois de Ímola e Mônaco sobre não termos sido rápidos e temos de mudar essa tendência”, seguiu.
“Serão necessárias algumas corridas até introduzirmos uma melhoria significativa no carro, mas, até lá, temos de dar tudo e melhorar na pista para obter os resultados. Haverá dias melhores, dias piores, e temos de estar unidos”, finalizou.
A Fórmula 1 retorna de 7 a 9 de junho com o GP do Canadá, nona etapa da temporada 2024.
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