Entre outros pontos, a Fórmula 1 vai debater — em encontro agendado para esta terça-feira (26), em Londres — o aumento das corridas sprint para a temporada 2023, passando de três para seis etapas. Enquanto algumas equipes demonstraram preocupação com o aumento de gastos gerado pelas disputas, a Ferrari foi no caminho contrário e por meio de seu chefe, Mattia Binotto, se disse a favor do aumento já para o ano que vem.
“Está no planejamento, então temos a intenção de aumentar o número para seis eventos com corrida sprint”, disse Binotto ao portal RaceFans. “A Ferrari é a favor, porque acreditamos que num geral, a sprint pode render boas oportunidades futuras para o show e para os locais [em que a categoria corre]. Então acho que o certo é apoiar”, opinou.
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A proposta de dobrar o número de corridas sprint já havia sido debatida para 2022, mas o teto de gastos fez com que as equipes não aprovassem o projeto. Com uma corrida a mais no final de semana, naturalmente os carros ficam expostos a mais possibilidades de batida — o que poderia doer nos bolsos das equipes.
No entanto, Binotto se diz confortável com as exceções propostas ao limite de gastos em caso de danos na corrida sprint. “Em termos de custos, acho que isso já foi discutido”, afirmou. “Sabemos em termos de teto de gastos, subsídios, receitas, o que pode ou não valer a pena”, salientou.
Diretor da Fórmula 1, Ross Brawn foi pela mesma linha de Binotto e espera conseguir a maioria dos votos para implementar a mudança para seis corridas sprint a partir do ano que vem. Para que isso aconteça, ao menos cinco equipes — metade do grid — precisam apoiar a proposta para que ela vá em frente. Os outros 20 votos são divididos entre FIA e FOM.

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Brawn ainda afirmou que os gastos permitidos às equipes vão ser escalonados de acordo com o número de corridas sprint programadas. “Cada sprint terá um subsídio [dinheiro que as equipes poderão gastar para efetuar consertos no carro]”, explicou. “No momento, é o triplo desse subsídio [pois são três corridas sprint], e no próximo ano será seis vezes maior do que o valor do subsídio”, previu.
Por fim, também será debatido na reunião o próprio teto de gastos, que levantou reclamações das equipes desde o início do ano acerca do aumento da inflação — o que obviamente aumenta as despesas. Brawn reconheceu que a regra precisa ser debatida, principalmente porque a inflação não estava no mesmo estágio quando o modelo foi definido.
“Acho que o aumento inflacionário precisa ser revisto, porque quando essas regras foram feitas, a inflação estava relativamente baixa e era previsível”, ressaltou. “Agora, está alta e imprevisível. Se você olhar para as taxas de inflação que se aplicam a indústrias como os times de F1, você tem potência, materiais, todas as coisas que estão caras no momento. Então, acho que tem uma solução a caminho para isso”, encerrou.