A Fórmula 1 já estuda uma série de mudanças para o próximo regulamento técnico da categoria, que deve implementar o retorno dos motores V8 e promover um corte drástico no peso dos carros. Porém, as duas coisas parecem andar em direções opostas, já que a introdução de uma unidade de potência maior não casa com a ideia de um carro mais leve. Por isso, uma nova sugestão começou a cercar a F1: a volta do reabastecimento.
A possibilidade de controlar mais livremente a quantidade de combustível do carro parece uma solução óbvia para reduzir levemente o peso e compensar a instalação de um motor V8, que naturalmente consome mais. Porém, para Nikolas Tombazis, diretor de monopostos da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), essa ideia está fora de cogitação.
O dirigente garantiu em entrevista ao portal The Race que não há interesse algum na volta do reabastecimento à F1, nem mesmo das equipes, já que isso reduziria o leque de estratégias e ainda traria um fator de risco e complexidade muito grande aos pit-stops.
“De modo geral, não temos interesse em voltar a ter reabastecimentos, e sabemos que as equipes também não querem isso. Isso acrescenta um nível de complexidade e risco, mas, principalmente, torna as janelas de pit-stop muito mais previsíveis antes da corrida. Com isso, há muito menos flexibilidade para adaptar a estratégia de acordo com eventuais posições perdidas”, avaliou Tombazis.
Além disso, o diretor da FIA garante que é possível cortar peso dos carros em outras áreas, compensando o aumento do combustível com a possível volta dos motores V8. Desta forma, segue confiante de que será possível bater a meta de derrubar o peso mínimo dos carros para menos de 700 kg pela primeira vez desde 2016.
“Temos discutido bastante e avaliado diferentes opções. Embora ainda não haja nada definido, não queremos eliminar completamente o turbo. Queremos manter motores eficientes. Se houver mais potência por parte do motor a combustão interna, o consumo aumentará um pouco, mas não será um aumento gigantesco”, assegurou Tombazis.

“Acreditamos que a economia obtida em outros aspectos certamente compensará o aumento no consumo de combustível. Os carros talvez tenham cerca de 20 kg a mais de combustível, talvez 25 kg, mas, se forem cerca de 80 kg mais leves no início da corrida, por exemplo, ainda será uma situação muito melhor. Além disso, é claro, na classificação não temos esse problema”, completou.
O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do GP dos Estados Unidos, 18ª etapa da temporada 2026 da Fórmula 1, AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.
Horários do GP dos Estados Unidos da F1 2026
O GP dos Estados Unidos acontece de 23 a 25 de outubro, em Austin, com treinos livres, classificação e corrida.
| Dia | Sessão | Brasil | Portugal | Angola | Cabo Verde | Moçambique |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Sexta, 23/10 | Treino livre 1 | 14h30 | 18h30 | 18h30 | 16h30 | 19h30 |
| Sexta, 23/10 | Treino livre 2 | 18h | 22h | 22h | 20h | 23h |
| Sábado, 24/10 | Treino livre 3 | 14h30 | 18h30 | 18h30 | 16h30 | 19h30 |
| Sábado, 24/10 | Classificação | 18h | 22h | 22h | 20h | 23h |
| Domingo, 25/10 | Corrida | 17h | 21h | 21h | 19h | 22h |
Horário de Brasília para o Brasil e de Portugal continental e Madeira para Portugal.