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FIA chega a acordo com montadoras e prepara mudança em regulamento de motores

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FIA chega a acordo com montadoras e prepara mudança em regulamento de motores

Após as polêmicas envolvendo os motores da Mercedes, a Federação Internacional de Automobilismo chegou a um acordo com as montadoras e está pronta para fazer ajustes no regulamento da F1 de 2026

Bernardo Castro

Publicado em

As polêmicas envolvendo os motores da Mercedes para a temporada 2026 da Fórmula 1 estão perto de chegar ao fim. Após uma reunião com as montadoras, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) finalmente chegou a um ponto em comum com todas as fabricantes, que estão prestes a assinar uma atualização no regulamento dos motores. O objetivo é eliminar as áreas cinzentas do livro de regras.

A notícia, veiculada nesta quinta-feira (12), é do portal italiano Autoracer. De acordo com a publicação, os fornecedores de motores estão prestes a assinar o documento com atualizações no regulamento de 2026. Isso, além de evitar qualquer disputa judicial, ajuda as equipes a chegarem a um consenso.

A medida visa solucionar a questão relacionada aos motores da Mercedes, que encontrou uma solução inteligente para ampliar o limite da taxa de compressão, reduzida de 18:1 para 16:1. A taxa de compressão de um motor de Fórmula 1 é definida pela relação entre o volume máximo do cilindro — quando o pistão está no ponto mais baixo — e o volume mínimo — quando o pistão está no ponto mais alto. 

A possibilidade de ampliar essa janela de compressão resultaria em cerca de 15 cavalos de potência a mais — ou aproximadamente 0s3 por volta. A questão, no entanto, é que isso é medido apenas com o motor fora da temperatura ideal de funcionamento na pista, mas a taxa de compressão do motor alemão aumenta quando ele está aquecido.

Toto Wolff garantiu que não vai brigar judicialmente no caso de mudança nas regras da F1 2026 (Foto: AFP)

Porém, Ferrari, Honda e Audi enviaram uma carta conjunta solicitando esclarecimentos à FIA e, durante a semana de testes no Bahrein, o debate ficou ainda mais acirrado. Em meio à disputa, Toto Wolff, chefe da Mercedes, deu o braço a torcer e disse que não brigaria judicialmente caso as regras fossem alteradas.

Com o novo acordo das montadoras, o objetivo é identificar uma solução que esclareça os métodos e procedimentos para o controle da unidade de potência descritos no regulamento, o que resultaria na eliminação das áreas cinzentas. Ainda de acordo com a publicação, os ajustes nas regras são apenas uma questão de tempo.

A primeira bateria de testes coletivos da pré-temporada 2026 no Bahrein vai até esta sexta-feira (13). O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades IN LOCO com o repórter Leonid Kliuev.

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