Pierre Gasly perdeu o pódio que conquistou com o terceiro lugar no GP de Mônaco de 2026. Na manhã desta sexta-feira (4), a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) divulgou o resultado da audiência realizada em agosto, acatando as apelações de McLaren e Red Bull e restabelecendo as punições aplicadas ao piloto da Alpine durante a prova. Com isso, o francês cai para a sétima posição, enquanto Isack Hadjar retorna ao pódio.
“Após a audiência no Tribunal de Apelação Internacional, em Paris, no dia 25 de agosto, as punições de Pierre Gasly por excesso de velocidade nos boxes em Mônaco foram restabelecidas”, informou a entidade em nota oficial.
“A FIA está revisando a metodologia e a operação do atual sistema de marcação de tempo da Fórmula 1 e as questões regulatórias relacionadas. Também serão analisados outros procedimentos judiciais e operações, incluindo direito de revisão e processos de apelação”, acrescentou.
“A FIA apoia plenamente o processo dos comissários e a independência e objetividade dos diversos painéis de comissários, que são parte integrante do automobilismo mundial. As decisões deles são tomadas em um ambiente diferente do tribunal, enquanto o tribunal tem acesso a ampla assessoria jurídica adicional, argumentos e evidência”, seguiu.
“Os comissários da FIA revisam constantemente os processos e participam de um extenso desenvolvimento profissional. Toda decisão da Corte de Apelações é cuidadosamente examinada pelos comissários da FIA, garantindo um processo de melhoria contínua”, finalizou a federação.
Gasly, juntamente com Lewis Hamilton, George Russell, Franco Colapinto e Oscar Piastri, foi um dos punidos no GP de Mônaco por ultrapassar o limite de 60 km/h imposto pela FIA no pit-lane. O francês terminou a corrida em terceiro, mas a punição o fez cair para a sétima posição e promoveu Isack Hadjar ao terceiro lugar.
Porém, a Alpine solicitou o direito de revisão, e a análise constatou que a extensão do pit-lane havia sido medida incorretamente pelo responsável pela cronometragem. A velocidade média no trecho foi calculada com base na relação entre velocidade, distância e tempo, em vez de considerar um único ponto na entrada ou na saída.

Os comissários da FIA aceitaram a revisão e retiraram as punições de Gasly, o que permitiu ao francês recuperar o pódio. A Mercedes foi uma das equipes que se indignaram publicamente com a decisão, já que George Russell foi prejudicado pela confusão envolvendo as punições, mas a equipe decidiu não levar a reclamação adiante. Red Bull e McLaren, no entanto, recorreram da decisão e registraram o pedido em 16 de junho.
Depois de realizar a audiência em 25 de agosto para discutir a apelação de Red Bull e McLaren, o órgão que regula o esporte confirmou que a punição a Gasly foi restabelecida. A Alpine expressou o descontentamento.
“A equipe expressa decepção e frustração com a decisão proferida pelo Tribunal Internacional de Apelação da FIA em relação ao resultado do GP de Mônaco de 2026. Embora discordemos da decisão e continuemos convictos de que o carro #10 não excedeu o limite de velocidade no pit-lane em nenhum momento durante a corrida, a equipe reconhece a decisão do painel de juízes da recente audiência em Paris”, informou o comunicado.
“Embora o resultado não seja o que esperávamos, já que consideramos a punição injusta, a equipe está firmemente focada em continuar melhorando o desempenho na pista e permanece em uma disputa acirrada e altamente competitiva pelo campeonato. Esse desfecho não vai deter os esforços e a motivação da equipe para alcançar os objetivos traçados para o fim da temporada”, concluiu a Alpine.
Assim, o top-10 do GP de Mônaco sofreu alterações. Agora, o pódio é formado por Andrea Kimi Antonelli, Hamilton e Hadjar, enquanto a zona de pontuação é completada por Oscar Piastri, Liam Lawson, Arvid Lindblad, Gasly, Alexander Albon, Esteban Ocon e Fernando Alonso.
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