Confirmando as expectativas, Mohammed Ben Sulayem foi reeleito como presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) nesta sexta-feira (12). A entidade divulgou o resultado através de um comunicado oficial e confirmou que o dirigente emiradense de 64 anos vai começar o segundo mandato de quatro anos, apesar de ação que corre na Justiça.
Ben Sulayem foi eleito pela primeira vez em 2021 como presidente da FIA, se tornando o primeiro não europeu a ser apontado para o cargo. Antes, o ex-piloto de rali serviu como vice-presidente de Esporte da FIA e membro do Conselho Mundial de Esporte a Motor (WMSC).
“Agradeço a todos os membros da FIA pelos votos em quantidade memorável e por colocarem sua confiança em mim novamente. Superamos muitos obstáculos aqui hoje e, juntos, somos mais fortes que nunca”, afirmou o agora presidente reeleito.
“É uma verdadeira honra ser presidente da FIA, e estou comprometido a continuar a entregar tudo para a FIA, para o esporte a motor, mobilidade e nossos Clubes de Membros em todas as regiões ao redor do mundo”, completou.

A reeleição de Ben Sulayem não aconteceu sem polêmicas e controvérsias, no entanto. Laura Villars, candidata à presidência da FIA, entrou com um processo contestando os regulamentos atuais da entidade, que a impedem — assim como Tim Mayer, que desistiu da disputa, e Virginie Philippot — de desbancar o emiradense na disputa pelo cargo de comando.
Inicialmente, a Justiça da França marcou a primeira audiência para 3 de dezembro, mas acabou alterando a data, já que, de acordo com o tribunal, o caso “deve ser examinado no mérito pelos magistrados”. Agora, a audiência está marcada para 16 de fevereiro de 2026, o que abriu caminho para a reeleição de Ben Sulayem.
A ação por parte de Villars veio após a revelação de que nenhum dos rivais de Ben Sulayem conseguiria formalizar candidatura. Isso porque os estatutos da FIA exigem que cada concorrente apresente uma lista com vice-presidentes representando todas as regiões do mundo, entre membros nomeados ao Conselho Mundial de Esporte a Motor. No entanto, a América do Sul conta atualmente com somente uma representante elegível, Fabiana Ecclestone, que faz parte da chapa do atual presidente.
Por isso, no fim de outubro, a suíça pediu ao Tribunal de Primeira Instância de Paris que “ordene a suspensão da eleição para presidente da FIA até que seja proferida uma decisão sobre o mérito do litígio”.

De qualquer maneira, antes mesmo da decisão da Justiça da França, a FIA já havia divulgado a lista oficial de candidatos no site oficial, com Ben Sulayem aparecendo como único elegível. Como esperado, Fabiana Ecclestone foi apontada como representante da América do Sul, enquanto Abdulla al-Khalifa, Rodrigo Rocha, Daniel Coen, Lung-Nien Lee, Manuel Aviñó e Anna Nordkvist foram escolhidos como vice-presidentes nas outras regiões.
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