Conselheiro-executivo da Alpine, Flavio Briatore se juntou a Fernando Alonso, Lewis Hamilton e Max Verstappen e criticou o novo regulamento da Fórmula 1. De acordo com o dirigente, a complexidade de algumas tarefas, como a gestão de energia, por exemplo, está colocando a categoria em “risco de sofrer uma forte crise”, já que, de acordo com ele, esse não é o caminho certo a seguir.

A temporada 2026 marca o início de uma nova era no Mundial, com a estreia de unidades de potência com divisão igualitária entre o motor de combustão e a parte elétrica. Com as baterias desempenhando um papel ainda mais importante, os competidores agora precisam adotar um estilo de pilotagem diferente em cada circuito, tirando o pé do acelerador muito antes do ponto ideal de frenagem e reduzindo drasticamente as marchas em curvas de baixa velocidade — tudo isso para ter energia suficiente nos setores de reta.

Por esses motivos, muitos persoagens do paddock estão criticando o novo estilo de competição. “A complexa gestão de energia do novo regulamento da F1 coloca o campeonato em risco de sofrer uma forte crise. É um desperdício de esforço e engenharia. Os fãs não entendem como os carros funcionam. No mínimo, deveriam ser claros ao explicar as novas regras”, disse Briatore em entrevista à edição japonesa do Motorsport.com.

“Vocês se lembram de quando a Fórmula E começou? Lucas Di Grassi ganhou com 50 anos. Os pilotos de F1 tentaram pilotar aqueles carros, mas foi impossível. Aqueles não são carros de corrida, são experimentos de engenharia — e é para isso que estamos caminhando”, acrescentou.

Flavio Briatore criticou os novos carros da F1 2026 (Foto: Pirelli)

“Normalmente, para ultrapassar, bastava pisar no acelerador; agora é preciso tirar o pé para preservar energia. Acho que tomamos o caminho errado, e a F1 não está fazendo nenhum esforço para que o fã entenda como funciona o novo regulamento”, pontuou Briatore, que ainda disse que esse erro pode afetar negativamente o aumento da popularidade da categoria.

“O crescimento comercial do campeonato é incrível. Dez anos atrás, tínhamos de bater em muitas portas para conseguir algum apoio, e era difícil encontrá-lo. Agora são eles que batem à nossa porta. Temos um produto muito bem-sucedido em mãos e devemos cuidar dele para que continue crescendo”, encerrou.

A Fórmula 1 retorna de 5 a 8 de março em Melbourne, palco do GP da Austrália, abertura da temporada 2026.

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