FÓRMULA 1 2022: VERSTAPPEN VENCE EM BAKU E FERRARI NAUFRAGA | Paddock GP #291

Ainda que a Mercedes não esteja mais brigando pelo título logo na primeira temporada de George Russell pela equipe, não se pode negar que o britânico chegou com tudo na escuderia alemã. Preparado para ser companheiro de equipe do piloto que venceu seis dos últimos oito Mundiais, o #63 chegou com tudo e atualmente se coloca à frente de Lewis Hamilton na classificação. No entanto, Russell acredita que o heptacampeão seria totalmente diferente se o W13 oferecesse a chance de brigar por vitórias.

“Se você tivesse me dito isso antes da temporada começar, eu teria ficado muito satisfeito e obviamente aceitaria”, disse Russell ao portal inglês Sky Sports. “No geral, se você termina à frente de Lewis [Hamilton], você provavelmente ganhou a corrida ou praticamente garantiu o pódio. Mas eu sei o quão capaz e grande Lewis é. E sei que uma vez que conseguirmos o carro, sei que ele será uma besta completamente diferente”, salientou.

Russell afirmou que os resultados não dizem tanto em respeito ao nível de pilotagem, mas sim aos testes que a Mercedes tem feito para tentar resolver alguns dos problemas encontrados no carro de 2022. O britânico explicou que o foco da equipe tem sido entender o monoposto para conseguir melhorá-lo, e a competitividade entre as garagens fica em segundo plano.

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Russell ainda espera por uma Mercedes vencedora em 2022 (Foto: Jiri Krenek/Mercedes)

“Estamos muito fixados em tentar resolver esses problemas”, admitiu Russell. “Não estamos realmente preocupados em tentar maximizar os finais de semana e focar em nossa pilotagem, porque existem muitos outros problemas para se pensar. Então, como eu disse: uma vez que tenhamos um bom carro, o verdadeiro Lewis Hamilton estará lá para lutar na frente”, repetiu.

Por fim, Russell foi questionado se o carro que a Mercedes trouxe para esse ano — praticamente sem sidepods, um desenho diferente dos demais — ainda pode oferecer a chance de vencer. O britânico respondeu afirmativamente, mas reconheceu a dificuldade da equipe de conseguir avançar nesse processo.

“Sim, sem dúvidas”, afirmou. “Não acho que estejamos a um milhão de milhas disso. Mas é complicado. Estamos tentando em cada volta lançada, em cada sessão, coisas diferentes no carro e apenas temos que juntar toda essa informação. Para cada pista que você vai, aparece um problema levemente diferente”, lamentou.

“Obviamente, temos um conceito drasticamente diferente dos outros”, reconheceu. “Precisamos pensar que esse é o certo? Precisamos tentar algo diferente? Acreditamos que o que temos oferece o máximo de potencial, mas não existem garantias”, finalizou.