Em busca de algum antídoto contra o marasmo, a Fórmula 1 está próxima de introduzir corridas de classificação aos sábados. A notícia agrada alguns, mas parece um tanto desesperada para outros. George Russell se encaixa mais no segundo grupo, defendendo que aplicar a mudança já em 2021 indicaria uma pressa desnecessária da principal categoria do automobilismo.
A sugestão do piloto da Williams é simples: esperar a mudança de regulamento de 2022 e ver se a promessa de grid mais parelho será cumprida. Se sim, a necessidade de realizar corridas de classificação aos sábados perde sentido.
“Eu não sei se vocês [imprensa] têm mais informações, porque eu não ouvi nada sobre quais as ideias para a corrida sprint, para o formato”, disse Russell, entrevistado pelo site Race Fans. “Acho que a ideia de mudar o formato do fim de semana pode ser interessante, o fim de semana de dois dias em Ímola funcionou bem. As disputas na Fórmula 1 precisam melhorar e eu sinto que isso vai melhorar em 2022, quando o regulamento técnico permitir que os pilotos briguem entre si. Talvez a gente deva apenas ter paciência”, destacou.

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A F1 flerta com o conceito de corridas de classificação desde 2019, mas sempre enfrentando resistência das equipes de ponta. O entrave só acabou recentemente, quando a categoria abdicou da ideia do grid invertido. Na nova proposta, a ordem final da corrida de sábado será a mesma da de domingo, no GP.
Russell pede cautela, mas não faz oposição veemente à ideia. Até porque o formato pode ajudar a Williams, equipe que luta para sair da lanterna da Fórmula 1.
“Não sei dizer. Vai ser interessante porque vai trazer novas oportunidades, que, para alguém na nossa situação, é algo que você sempre procura”, encerrou.
Russell vai para a terceira temporada como piloto da Williams. A dupla ainda é Nicholas Latifi, agora em seu segundo ano em Grove. A equipe já revelou o visual do novo FW43B.