Depois de uma temporada que se mostrou tensa em alguns momentos na batalha interna da Mercedes na pista, George Russell garantiu que tanto ele quanto Lewis Hamilton “confiam um no outro” durante as disputas. A dupla se encontrou em algumas oportunidades durante o ano, mas o clima subiu de verdade no Japão e no Catar — quando o heptacampeão chegou a abandonar depois de acertar o inglês na primeira curva. Além disso, ainda houve um incidente estranho na classificação do GP da Espanha, com um toque em plena reta principal.
Segundo Russell, entretanto, o maior número de contatos se dá pelo fato de que a velocidade dos dois está bem parecida no momento. Como os britânicos costumam andar em um ritmo próximo na pista, é natural que um carro acabe se encontrando com o outro. Ainda assim, George garantiu que há confiança entre as partes.
“Sempre repassamos nossas estratégias nas reuniões”, garantiu Russell. “A diferença de ritmo entre nós dois é zero. Estamos prestes a entrar em uma temporada de 24 etapas, com média de 60 voltas por corrida. Nós cruzamos muitos caminhos, e ele é o piloto que mais encontro na pista. Então, acho que essa é provavelmente a causa”, explicou.
“Acho que confiamos um no outro”, frisou. “Pode ser que existam momentos mais tensos, pode ser um pouco difícil, mas confiamos um no outro. Sabemos que vamos dar ao outro espaço suficiente para lutar sem passar do limite”, ressaltou.

O ponto mais crítico, sem dúvidas, aconteceu no GP do Catar. Ainda na primeira curva, Hamilton tentou um movimento sobre o líder Max Verstappen e não julgou corretamente a aproximação de Russell, que havia largado melhor. Os dois se acertaram, o heptacampeão foi parar na brita e acusou o companheiro de ter causado a batida. Depois de assistir o replay, entretanto, Lewis voltou atrás e se desculpou pelo incidente.
O problema foi bastante lamentado pela Mercedes, já que, além do abandono de Hamilton, Russell apresentou um ritmo bastante forte na etapa catari. Apesar da decepção com o resultado, George garantiu que não guarda mágoas e argumentou que o toque se deu por um “erro de julgamento”.
“Obviamente, [a batida no] Catar foi apenas um pequeno erro de julgamento de primeira volta. Foi mais uma oportunidade de pódio ou até mesmo uma vitória que perdemos”, lamentou.
Oitavo colocado no Mundial de Pilotos, Russell viu Hamilton somar 59 pontos a mais terminar em terceiro no campeonato depois de um ano com altos e baixos. Na opinião do britânico, a temporada — classificada por ele como a “mais dura que já teve psicologicamente” — apresentou mais problemas devido à tentativa constante de superar Lewis na batalha interna. Assim, forçando mais, George fica mais suscetível aos erros.
“Estou propositalmente tentando me forçar a ir além. Não estou satisfeito em estar no nível do meu companheiro de equipe nas classificações, ou o que quer que seja. Até mesmo no ano passado, quando estivemos muito próximos na temporada inteira. Quero estar à frente. É por isso que estou forçando. Talvez essa tenha sido uma pequena razão para um número um pouco maior de erros”, finalizou Russell.
Com a temporada encerrada, a Fórmula 1 retorna apenas no ano que vem, no dia 2 de março, com a estreia do campeonato no GP do Bahrein.
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