Lewis Hamilton saiu em defesa do chefe Frédéric Vasseur e negou que o dirigente seja responsável pela queda de rendimento da Ferrari nas últimas etapas. De acordo com o heptacampeão, uma eventual mudança na gestão não vai trazer o resultado desejado e sugeriu que os cargos superiores ao de Vasseur também precisam ser analisados.

Vasseur chegou à liderança da Ferrari em 2023 e, desde então, conseguiu algumas vitórias esporádicas e teve como um dos principais a contratação de Hamilton. Em 2026, a SF-26 nasceu com um dos melhores chassis do grid, mas sofre com a falta de potência nas retas. Ainda assim, o time conseguiu encontrar um equilíbrio para ocupar a segunda posição do Mundial de Construtores.

Porém, desde que a F1 retornou das férias de verão no GP dos Países Baixos, a Ferrari perdeu rendimento e foi constantemente ameaçada pela McLaren e pela Red Bull. Durante o fim de semana do GP do Azerbaijão, Christian Horner disse que comandar a equipe italiana era o “trabalho dos sonhos”. A Ferrari, no entanto, reforçou a confiança em Vasseur.

Durante o dia de mídia da F1 na Malásia, Hamilton também saiu em defesa do dirigente e disse que Vasseur é o nome certo para liderar a Ferrari.

“O déficit que temos é simplesmente no motor, e não escondemos isso. Sabemos que, em todos os fins de semana, temos um déficit de 0s4, às vezes de 0s6, apenas nas retas. E isso é algo em que precisamos trabalhar. Mas todos estão se esforçando para tentar corrigir isso para o ano que vem. Todos trabalham duro tanto na fábrica quanto na pista. Mas, para mim, é frustrante ver toda essa negatividade”, disse Hamilton.

“Cometemos erros e não somos perfeitos, sabemos disso. Mas tudo é dez vezes pior na Ferrari, o que é esperado, já que é a marca mais icônica de todas. Mas parece haver um foco excessivo em um único indivíduo, em uma única função. Eles fizeram diversas trocas no posto de chefe, mas Fred é um líder fantástico, o cara certo para nos conduzir na direção correta”, continuou.

Hamilton acredita que Vasseur é o nome para levar a Ferrari de volta ao topo (Foto: Reprodução/F1)

Entre 2014 e 2026, a Ferrari foi comandada por Maurizio Arrivabene (2014 a 2018), Mattia Binotto (2019 a 2022) e Vasseur. Nesse período, a equipe desafiou a Mercedes em boa parte das temporadas de 2017 e 2018 e voltou a se apresentar como uma potência em 2022, antes de perder terreno para a Red Bull e ficar fora da briga pelo título.

Para Hamilton, o problema de uma equipe nunca pode ser concentrado em um único indivíduo, e o piloto sugeriu que os cargos superiores ao de Vasseur também deveriam ser analisados.

“Existe uma estrutura que já está em vigor há algum tempo. Talvez isso também precise ser analisado daqui para frente, e existem muitas pessoas acima de Fred, nunca é sobre uma única pessoa. Fred liderou a equipe, ajudou a implementar mudanças no último ano e nos ajudou a chegar ao segundo lugar no Mundial de Construtores. Isso representa um grande avanço em relação ao ano passado”, finalizou Hamilton.

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