Resumo
- Ryō Hirakawa fará a primeira corrida de Fórmula 1 aos 32 anos, substituindo Esteban Ocon na Haas no GP da Cidade do México.
- Japonês será o estreante mais velho da categoria desde André Lotterer, que disputou o GP da Bélgica de 2014 aos 32 anos.
- História da F1 reúne pilotos que chegaram ao Mundial depois dos 30 anos, incluindo veteranos com mais de 50 na década de 1950.
Ryō Hirakawa vai estrear na F1 aos 32 anos no GP da Cidade do México, depois de ser escalado pela Haas para substituir Esteban Ocon. O japonês se tornará o estreante mais velho da categoria desde André Lotterer, que disputou o GP da Bélgica de 2014 pela Caterham aos 32 anos e 9 meses. A situação é incomum na F1 moderna, em que a maioria dos pilotos chega ao Mundial ainda na adolescência ou no início dos 20 anos.
A Haas anunciou a retirada de Ocon e a escalação de Hirakawa neste sábado (31), sem apresentar uma justificativa detalhada. O francês participou normalmente do TL2 de sexta-feira, depois de o japonês assumir o VF-26 no primeiro treino livre, mas não continuará no fim de semana. A equipe confirmou que a mudança não foi motivada por problemas de saúde.
Hirakawa, nascido em 7 de março de 1994, tem 32 anos e quase 8 meses. A participação no México será sua primeira largada em um GP de Fórmula 1, embora já tenha acumulado experiência com carros da categoria em testes e sessões de treino livre.

De campeão do WEC a estreante da Fórmula 1
A trajetória de Hirakawa é diferente daquela dos jovens que chegam à F1 pelas categorias de acesso. O japonês construiu a carreira principalmente no automobilismo de seu país e nas competições de endurance, antes de receber a oportunidade de disputar um GP.
Hirakawa conquistou o título da Super GT em 2017, ao lado de Nick Cassidy, e integrou a Toyota no Mundial de Endurance. Em 2022, venceu as 24 Horas de Le Mans com Sébastien Buemi e Brendon Hartley, além de conquistar o Mundial de Pilotos do WEC. O trio repetiu o título mundial em 2023.
A ligação com a Haas foi fortalecida pela parceria técnica entre a equipe estadunidense e a Toyota Gazoo Racing. Hirakawa passou a participar de testes e treinos livres, acumulando quilometragem e conhecimento dos procedimentos da F1.
Na sexta-feira (30), terminou o TL1 do México em 15º. A princípio, a participação estava limitada à sessão destinada a pilotos que não são titulares.
Lotterer foi o último a estrear na F1 depois dos 32 anos
A comparação mais recente é com André Lotterer, outro piloto que construiu uma carreira vitoriosa no endurance antes de receber uma oportunidade tardia na Fórmula 1.
O alemão tinha 32 anos e 9 meses quando a Caterham o escalou para substituir Kamui Kobayashi no GP da Bélgica de 2014, em Spa-Francorchamps. Naquela ocasião, Lotterer já havia conquistado 2 vitórias nas 24 Horas de Le Mans e disputava regularmente o Mundial de Endurance pela Audi.
A passagem pela F1 durou apenas uma corrida. Lotterer largou em 21º, mas abandonou ainda na primeira volta por problemas mecânicos. Depois, voltou a concentrar a carreira nas competições de endurance e, posteriormente, na Fórmula E.
O caso de Hirakawa apresenta semelhanças: os 2 pilotos chegaram à Fórmula 1 com ampla experiência em outras categorias, foram escalados para substituir titulares e receberam oportunidades sem percorrer imediatamente antes o caminho tradicional da Fórmula 2.

Quais pilotos estrearam na Fórmula 1 depois dos 30 anos?
A história da categoria reúne diversos exemplos de pilotos que começaram a disputar o Mundial já veteranos. A situação era particularmente comum nos primeiros anos do campeonato, iniciado em 1950, quando competidores experientes do automobilismo europeu passaram a integrar a nova competição.
Entre os casos mais conhecidos estão Philippe Étancelin, Luigi Fagioli e Louis Chiron, que já tinham mais de 50 anos quando disputaram a primeira temporada do Mundial.
A partir das décadas seguintes, a profissionalização da categoria e a consolidação das competições de formação reduziram progressivamente a idade habitual de estreia.
Estreantes veteranos da Fórmula 1 — seleção histórica
| Piloto | GP de estreia | Idade na estreia |
|---|---|---|
| Philippe Étancelin | Grã-Bretanha, 1950 | 53 anos e 4 meses |
| Arthur Legat | Bélgica, 1952 | 53 anos e 7 meses |
| Clemente Biondetti | Itália, 1950 | 52 anos e 0 meses |
| Adolf Brudes | Alemanha, 1952 | 52 anos e 9 meses |
| Bill Aston | Alemanha, 1952 | 52 anos e 4 meses |
| Luigi Fagioli | Grã-Bretanha, 1950 | 51 anos e 10 meses |
| Hans Stuck | Suíça, 1952 | 51 anos e 7 meses |
| Rudolf Schoeller | Alemanha, 1952 | 50 anos e 3 meses |
| Louis Chiron | Grã-Bretanha, 1950 | 50 anos e 9 meses |
| George Follmer | África do Sul, 1973 | 39 anos e 1 mês |
| Jean-Louis Schlesser | Itália, 1988 | 39 anos |
| Toshio Suzuki | Japão, 1993 | 38 anos e 7 meses |
| Giovanni Lavaggi | Alemanha, 1995 | 37 anos e 5 meses |
| Satoru Nakajima | Brasil, 1987 | 34 anos e 1 mês |
| Roland Ratzenberger | Pacífico, 1994 | 33 anos e 9 meses |
| André Lotterer | Bélgica, 2014 | 32 anos e 9 meses |
| Ryō Hirakawa | Cidade do México, 2026 | 32 anos e 7 meses |
| Allan McNish | Austrália, 2002 | 32 anos e 2 meses |
| Taki Inoue | Japão, 1994 | 31 anos e 2 meses |
| Yuji Ide | Bahrein, 2006 | 31 anos e 1 mês |
| Jean-Denis Delétraz | Austrália, 1994 | 31 anos e 1 mês |
| Damon Hill | Grã-Bretanha, 1992 | 31 anos e 0 meses |
| Andrea Montermini | Brasil, 1995 | 30 anos e 9 meses |
| Jean-Marc Gounon | Japão, 1993 | 30 anos e 9 meses |
| Michael Andretti | África do Sul, 1993 | 30 anos e 5 meses |
Hirakawa representa geração diferente de estreantes
A presença de Hirakawa contrasta com a renovação recente do grid. Andrea Kimi Antonelli chegou à F1 aos 18 anos, enquanto Gabriel Bortoleto estreou aos 20. Oliver Bearman também iniciou a carreira na categoria antes de completar 20 anos.
O japonês, por outro lado, chega com títulos internacionais, experiência no desenvolvimento de carros e conhecimento de corridas de longa duração. Sua preparação esportiva, portanto, é muito diferente da de um estreante que acabou de sair da Fórmula 2.
Isso não elimina as dificuldades da estreia. Hirakawa terá pouco tempo para adaptar-se às exigências da classificação, às disputas diretas com os demais pilotos e à gestão de uma corrida completa de Fórmula 1.
O GP da Cidade do México será disputado em 71 voltas no Autódromo Hermanos Rodríguez, e o japonês terá Oliver Bearman como companheiro de equipe na Haas.
O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do GP da Cidade do México, 19ª etapa da temporada 2026 da Fórmula 1, AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.
Horários do GP da Cidade do México da F1 2026
O GP da Cidade do México acontece de 30 de outubro a 1º de novembro, no Autódromo Hermanos Rodríguez, com treinos livres, classificação e corrida.
| Dia | Sessão | Brasil | Portugal | Angola | Cabo Verde | Moçambique |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Sábado, 31/10 | TL3 | 14h30 | 17h30 | 18h30 | 16h30 | 19h30 |
| Sábado, 31/10 | Classificação | 18h | 21h | 22h | 20h | 23h |
| Domingo, 1º/11 | Corrida | 17h | 20h | 21h | 19h | 22h |
Horário de Brasília para o Brasil e de Portugal continental e Madeira para Portugal.