A Honda se defendeu das críticas feitas por Fernando Alonso em relação ao gerenciamento de energia durante o GP de Singapura de domingo (11), quando o bicampeão mundial chegou a chamar a unidade de potência de “ridícula”. De acordo com Shintaro Orihara, gerente geral de pista e engenheiro-chefe da marca japonesa, o complexo regulamento da Fórmula 1 faz com que as fabricantes precisem se adaptar constantemente a cada pista.
Só que os problemas no circuito de Marina Bay começaram antes das reclamações feitas pelo espanhol. Isso porque, após se classificar em 17º, o #14 precisou largar do pit-lane na corrida principal devido a trocas de componentes do motor, que, de acordo com o piloto, incluíam um turbocompressor que estava quebrado.
“Não estava quebrado. Mas decidimos trocar o componente com base no feedback do Fernando”, começou Orihara em conversa com o site inglês PlanetF1. “Portanto, nos dados, ainda não identificamos nenhuma anomalia. Mas o piloto é o melhor sensor que temos, então decidimos substituir a peça com base no comentário dele. Felizmente, temos duas semanas, então vamos verificar tudo para garantir que o componente esteja funcionando corretamente”, seguiu.
O que mais chamou atenção, no entanto, foi uma declaração de Alonso pelo rádio da Aston Martin durante o GP de Singapura, quando se irritou com a falta de entrega de energia em determinados setores da pista e chamou a unidade de potência da Honda de “ridícula”. Após a corrida, mais calmo, o espanhol explicou o que aconteceu em detalhes.
“Tivemos muitos problemas com a entrega de energia durante a corrida, sem conseguir disponibilizá-la no lugar certo e no momento certo, especialmente após os períodos de safety-car virtual. Perdemos muitas posições e muito terreno por não conseguirmos utilizar a energia como deveríamos. Então, precisamos analisar o que aconteceu”, disse na ocasião.
Ao ser confrontado com as reclamações do piloto, Orihara assumiu que realmente tiveram dificuldades em ajustar a questão da entrega de energia da melhor forma em Marina Bay. No entanto, deixou claro que essa não é uma complicação enfrentada exclusivamente pela Honda.
“Um dos pontos mais difíceis desse tipo de pista com o regulamento atual é a gestão de energia. A quantidade de energia que conseguimos recuperar varia em cada curva. Além disso, precisamos ajustar o carro para garantir uma boa dirigibilidade e o funcionamento do Modo Ultrapassagem. Acredito que outra fabricante também esteja tentando encontrar o melhor equilíbrio entre dirigibilidade e uso do Modo Ultrapassagem ao seguir outro carro”, explicou.
“Portanto, as diferenças de desempenho não vêm apenas da potência em si, mas também da gestão de energia, da dirigibilidade e do uso do Modo Ultrapassagem ao andar atrás de outro carro. É um regulamento muito complexo”, encerrou.
A Fórmula 1 tira uma folga neste fim de semana e retorna entre os dias 23 e 25 de outubro, para a disputa do GP dos Estados Unidos. A etapa de Austin será a 18ª da temporada 2026.