Christian Horner voltou atrás e disse que as declarações feitas sobre chefiar a Ferrari mesmo sem qualquer participação acionária “foram tiradas de contexto”. O britânico defendeu a permanência de Frédéric Vasseur na função para a próxima temporada da Fórmula 1 e deixou claro que ele mesmo ainda aguarda a melhor oportunidade para retornar ao paddock.
O dirigente foi um dos responsáveis pelo sucesso alcançado pela Red Bull, que atualmente acumula oito títulos do Mundial de Pilotos, seis do de Construtores, 132 vitórias e 308 pódios. Desde que abriu caminho para a chegada de Laurent Mekies, em julho de 2025, viu o nome ser ligado a outras marcas da categoria, como Ferrari e Alpine, além da BYD, que estuda projeto para os próximos anos.
O retorno à F1, no entanto, sempre esteve ligado a uma participação acionária, uma vez que reiterou inúmeras vezes que não possui qualquer interesse em ser apenas um chefe de equipe. Em entrevista recente ao jornal The Times, afirmou que a escuderia de Maranello seria a única exceção neste caso, visto que considera a marca italiana como “um sonho” dentro do esporte.
Porém, em uma conversa mais recente com o The Guardian, Horner voltou atrás. “Minhas declarações foram tiradas de contexto. A Ferrari é a maior marca da F1. É a equipe mais tradicional da história. Mas construí uma base de capital extraordinária, que me permite avaliar qual poderá ser meu próximo passo no esporte. Isso envolveria ter participação na propriedade de uma equipe, e a Ferrari não vai vender ações”, afirmou.
“Por isso, estou feliz em ficar fora do esporte e ver quais oportunidades surgirão nos próximos meses ou anos. Não é uma condição que eu precise voltar. Só retornaria diante da oportunidade certa, ao lado de pessoas que compartilhem da minha visão e que queiram vencer. Jamais voltaria apenas para participar”, acrescentou o ex-chefe da Red Bull, que logo demonstrou apoio a Vasseur no comando da Ferrari.
“Fred Vasseur é um cara experiente. Fez um bom trabalho. Mas eu, mais do que ninguém, sei a pressão que é comandar uma equipe competitiva”, completou.

Ao ser questionado sobre o que se imagina fazendo nos próximos dez anos, Christian explicou que há muitas oportunidades, mas que a F1 continua sendo a prioridade.
“Estou ansioso para descobrir o que vem pela frente. Pode ser em um autódromo ou até sentado em um trator. Sei que meu ponto forte é reunir pessoas com diferentes especialidades e fazer com que trabalhem em equipe. Talvez essa habilidade se aplique a outras áreas, mas, neste momento, a única coisa que realmente me motiva e me empolga é a F1”, encerrou.
A Fórmula 1 tira uma folga neste fim de semana e retorna entre os dias 23 e 25 de outubro, para a disputa do GP dos Estados Unidos. A etapa de Austin será a 18ª da temporada 2026.