A temporada de 2021 da Williams começou com a expectativa de deixar a incômoda última posição no Mundial de Construtores, posto que foi ocupado pela equipe de Grove nas três temporada anteriores, de forma consecutiva. Além disso, em todos os três anos somados, foram apenas oito pontos somados pela escuderia. Chefe da equipe e CEO da Williams desde o início do ano, Jost Capito acredita que a moral do time se elevou neste ano, e a confiança em alta é fundamental para a campanha que os alça ao sétimo lugar, com 23 tentos na tabela de classificação.
“Quando eu comecei, quase senti algo como uma depressão coletiva pela falta de sucesso”, explicou Capito em entrevista ao portal alemão Sport1. “O comportamento do time era muito defensivo. Por isso que foi importante trabalhar no humor primeiro — ao invés de ficar na defensiva, ser ofensivo e agressivo na abordagem dos objetivos, para que a confiança retorne”, disse.
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A Williams conseguiu subir de produção em 2021, a ponto de George Russell se dizer “frustrado” por não somar pontos desde o GP da Rússia, quando garantiu uma ótima terceira posição na largada, mas foi perdendo postos ao longo da corrida. Ainda assim, salvou um tento, na décima posição.
“Os pontos que marcamos este ano são resultado disso”, acredita. “Corremos riscos, especialmente nas corridas que foram determinadas pela condição do tempo, por exemplo, na escolha dos pneus. Isso se pagou. Isso inspirou o time e virou o humor para algo positivo. É importante que a confiança em nós mesmos tenha retornado”, afirmou.

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Além da etapa disputada em Sóchi, a Williams conseguiu marcar pontos em outras três corridas ao longo do ano: dez pontos no GP da Hungria, outros dez na Bélgica, além de dois na Itália. Capito ressaltou a mudança na forma em que a equipe encara os resultados desde o início do ano.
“Não apenas porque conseguimos terminar no pódio em Spa ou porque parecemos bem na Hungria, a confirmação de que conseguimos terminar por uma vez no top-10 da classificação também ajudou”, admitiu. “No começo do ano, você fica feliz por terminar em 11º. Agora, o mesmo resultado nos incomoda. E é exatamente assim que deve ser. Confiança positiva é a base para dar o próximo passo no ano que vem”, encerrou.