É verdade que a Fórmula 1 é muito restrita. São apenas 10 equipes, 20 pilotos. E para chegar lá, infelizmente não depende só do talento: outros fatores também têm peso importantíssimo para chegar à categoria mais importante do automobilismo mundial. Tanto que o próprio Lewis Hamilton, heptacampeão, comparou a F1 com a NASA. Por quê? Pelo nível que os competidores têm de chegar para correr.

 “No fim do dia, há 20 pilotos que são atletas, que estão colocando suas vidas em risco, fim de semana a fim de semana. E, ao contrário dos outros esportes que também são emocionantes, há muitos jogadores… em termos de atletas, somos apenas 20”, disse ele.

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Lewis Hamilton comparou a F1 à NASA (Foto: Mercedes)

“Então, é um grupo muito, muito pequeno que consegue conduzir esses foguetes, então estamos bem próximos da NASA, por exemplo”, acrescentou.

O piloto inglês também comentou sobre o crescimento do esporte. A gestão da Liberty Media sempre deixou muito claro que quer fazer mais que corridas: quer espetáculos. E, sobretudo, aproximar cada vez mais fãs das entrelinhas da categoria.

“O programa da Netflix [Drive to Survive] realmente deu às pessoas uma visão muito mais profunda, porque se você ligar a TV e começa a a acompanhar a corrida, é muito, muito difícil entender o que está acontecendo”, opinou Lewis.

“Quando você vê pela primeira vez, é difícil se você não souber os detalhes do que está acontecendo dentro das equipes. Então, com acesso a isso, acho que as pessoas caíram em um verdadeiro buraco de minhoca para aprender mais sobre a tecnologia, que há muita matemática em segundo plano, há uma enorme quantidade de dados [na Fórmula 1]”, encerrou.